Tanto a soja quanto o milho registraram queda nos valores praticados na última semana
Valores dos insumos continuam em queda no mercado interno

O início da colheita da safra de verão do milho tem resultado na queda do preço do cereal. Segundo os dados divulgados nesta segunda-feira pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea),o Indicador ESALQ/BM&FBovespa, referente à região de Campinas (SP), caiu 1,21% entre 11 e 18 de janeiro, fechando a R$ 38,31/saca de 60 kg na sexta-feira.
Quanto à segunda safra, alguns produtores já iniciaram os trabalhos de semeio. No Paraná, até o dia 14, 9% da área havia sido cultivada. Em Mato Grosso, de acordo com o Imea, o semeio chegou em 1,37% até o dia 11, contra 1,28% no mesmo período do ano passado.
Já em relação a soja, as cotações recuaram no mercado brasileiro nos últimos dias, segundo pesquisas do Cepea. A baixa esteve atrelada à queda nos prêmios de exportação do grão e também nos valores FOB, devido à possível redução na demanda internacional pela soja brasileira. Este cenário fez com que sojicultores se afastassem das vendas no spot e dessem prioridade ao cumprimento de contratos. Do lado da indústria, algumas estão recebendo lotes negociados antecipadamente, outras estão em manutenção, à espera da maior entrada de grão para processamento.
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É interessante analisar que, diante da queda do grão, a Crush Margin, calculada para o embarque fevereiro/19, teve significativo aumento de 35% entre 11 e 18 de janeiro, indo para US$ 43,8/t. Isso indica melhora nas margens das indústrias e aponta uma possível retomada dos esmagamentos nas próximas semanas. No campo, 10% da área de soja no Paraná já foi colhida até o dia 14, segundo dados do Deral. Em Mato Grosso, o Imea indica que 5,62% da área foi colhida até o dia 11.





















