Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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China ampliou estoque de carne suína antes de notificações de PSA

País asiático aumentou em 202% as importações de carne suína em 2018, mas reduziu as compras em 2019, após o avanço da PSA

China ampliou estoque de carne suína antes de notificações de PSA

O aumento de 202,4% nas exportações de carne suína do Brasil para a China em 2018 e a redução dessa mesma negociação no primeiro trimestre deste ano apontam que o país asiático pode ter gerado um estoque antes das primeiras notificações de Peste Suína Africana (PSA) em seu território. Entre janeiro e março de 2019, a China comprou US$ 68,5 milhões em carne suína brasileira. No mesmo período do ano passado, já havia adquirido um total de US$ 87,6 milhões.

As primeiras notificações de PSA pela China à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ocorreram em agosto do ano passado. O Anuário da Suinocultura Industrial, publicado em dezembro, revela que de janeiro a outubro o país havia ampliado em 94 mil toneladas o volume de importação dessa proteína.

Para o analista da área de proteína animal do Rabobank, Adolfo Fontes, a hipótese de que a China antecipou as compras de carne suína antes de notificar os surtos de PSA à OIE é válida. O país asiático costuma manter estoques elevados dessa carne congelada, justamente para a segurança alimentar. “A China trabalha com estoque de carnes congeladas há alguns anos e estão usando estoques no momento”, afirma.

O pesquisador Luizinho Caron, da Embrapa Suínos e Aves, também aponta que existe essa possibilidade. O fato de a China ser um país muito fechado impede que exista uma análise do cenário real da PSA em seu território.

Ele destaca ainda que o caso chinês se diferencia de outros países em relação à forma como a doença costuma se espalhar. Em geral, afirma Caron, a PSA entra pelas fronteiras e se dissemina pelo interior dos países. “Quando a China começou as notificações, a doença já estava espalhada por todo o território”, diz.

Um dos motivos que levariam a China a uma possível antecipação das importações seria a manutenção dos preços. O crescimento das importações alimentado por um surto como o observado na China levaria a uma grande valorização da carne.

Adolfo Fontes, no entanto, afirma que os estoques estão chegando ao fim e que o país asiático deverá voltar às compras nos próximos meses. “Teremos uma China muito mais compradora no segundo semestre”, avalia. Nesta semana, no entanto, o ministro da Agricultura, Han Changfu, afirmou que situação da Peste Suína Africana na China está “sob controle efetivo”.

Reflexos até 2022

Apesar dos estoques elevados, a China iniciou um processo de abate de matrizes que deve deixar reflexos, aponta Luizinho Caron. Isso porque, com a medida, o país perderá grande parte de sua produção de leitões.

O último levantamento do Rabobank estima que a China perderá algo entre 25% e 35% de sua produção de carne suína. Além disso, haverá um recuo que pode variar entre 30% e 40% no rebanho. “Então, a recuperação do rebanho a como era em 2018 pode demorar até três anos”, afirma Adolfo Fontes. Os produtores de outras proteínas, como carne de frango e bovina, também devem se beneficiar.

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