Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,73 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,42 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,91 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.571,30 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.500,74 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Exportações

Nem tudo é China: veja países que estão comprando mais carne suína

Apesar de as exportações estarem concentradas no gigante asiático, outros países estão comprando mais 

Nem tudo é China: veja países que estão comprando mais carne suína

As exportações de carne suína in natura cresceram 26,2% de janeiro a agosto deste ano, apontam os dados do Ministério da Economia, disponibilizados na manhã desta quarta-feira (4). Ao todo, foram enviados ao mercado externo US$ 882,93 milhões. Em volume, isso representa 407 mil toneladas, o que supera em 16,5% o acumulado no mesmo período de 2018. Apesar de as exportações estarem concentradas mais na China, outros países surgem no radar e estão comprando mais a proteína brasileira.

A China tem sido o principal destino da carne suína brasileira desde o início do ano. Até o momento, o gigante asiático importou 34% de toda essa proteína animal produzida no Brasil. É um avanço de 48,4% sobre igual período de 2018. Já Hong Kong é o segundo principal destino, representando 15% do total, mas com queda de 12,4% em relação ao acumulado de janeiro a agosto do ano passado. Juntos, portanto, importaram quase 50% da carne suína brasileira. A soma é de US$ 438,67 milhões.

Apesar da maior parte das exportações brasileiras ocorrer para apenas um destino, os dados do Ministério da Economia também apontam para o crescimento das remessas para um maior número de países. Dentre eles, destinos tão interessantes quanto a China para a suinocultura brasileira, de acordo com o pesquisador da área econômica da Embrapa Suínos e Aves, Dirceu Palamini.

“Devido ao crescimento da economia, a grande dinâmica do mercado importador da carne suína deve ocorrer em países da Ásia (China, Filipinas, Singapura, Coreia do Sul e Vietnam), nos quais devem se concentrar os esforços de exportação do Brasil”, afirma.

OUTROS PAÍSES DA ÁSIA TÊM COMPRADO MAIS

De janeiro a agosto, as exportações para o Vietnã saltaram 255%, apontam os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Apesar disso, a participação desse destino nas remessas de carne suína brasileira ainda é de 2,2%. Ao todo, foram enviados para esse país somente US$ 19,05 milhões.

Outro citado por Palamini também passou a comprar mais carne suína neste ano. É o caso da Coreia do Sul, que abriu seu mercado para a proteína brasileira em maio de 2018. O país ampliou as compras da proteína em 310% até agora. Apesar disso, representa apenas 0,66% de tudo o que o Brasil exportou em carne suína nesse acumulado de ano.

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É PRECISO MAIS ATENÇÃO A MERCADOS PROMISSORES

De acordo com o pesquisador da Embrapa, o Brasil tem sido um importante player em mercados que estão com as importações em declínio, como a Rússia, Argentina, Venezuela e Cuba – mercado menos atrativo, conforme Palamini –, “mas chama a atenção pela sua inexpressiva participação em países com mercados promissores”.

“A hipótese de que a baixa inserção da suinocultura brasileira no mercado mundial é decorrente da impossibilidade de exportar para União Europeia não se mostra verdadeira, pois esse bloco econômico não é importador e sim exportador de carne suína”, lembra Palamini.

 

ATÉ OS ESTADOS UNIDOS ESTÃO COMPRANDO

Outros países que ampliaram as compras de carne suína brasileira foram o Japão, Chile, Estados Unidos e Uruguai. Apenas o país da Ásia importou 197% a mais de janeiro a agosto desse ano, em comparação com o mesmo período de 2018. Com isso, a participação nos destinos do Japão chegou a 1,1%.

O Chile ampliou as compras em 52%, apontam os dados da Secex, chegando a 7,4% de participação nas exportações. Os Estados Unidos, por sua vez, aumentaram em 71% as importações da proteína suína.

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