Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Comercio exterior

China quer ampliar comércio com Brasil e América Latina, diz Xi Jinping

Em reunião bilateral prévia à cúpula do Brics, o chinês também cobrou de Bolsonaro um esforço conjunto para que o bloco dos países emergentes, defenda o “multilateralismo” e os direitos das nações em desenvolvimento frente às grandes potências.

China quer ampliar comércio com Brasil e América Latina, diz Xi Jinping

O presidente da China, Xi Jinping, pediu nesta quarta-feira, 13, o envolvimento do Brasil para expandir seus negócios na América Latina e no Caribe, áreas de interesse comercial do país e de forte influência econômica e geopolítica dos Estados Unidos, que tem sido parceiro preferencial do governo Jair Bolsonaro.

Em reunião bilateral prévia à cúpula do Brics, o chinês também cobrou de Bolsonaro um esforço conjunto para que o bloco dos países emergentes, integrado também por Rússia, Índia e África do Sul, defenda o “multilateralismo” e os direitos das nações em desenvolvimento frente às grandes potências.

“A China atribui grande importância à influência do Brasil na América Latina e o Caribe. Vamos aproveitar nossas vantagens para promover o desenvolvimento comum, visando criar relações China /América Latina e Caribe na nova era, caracterizada pela igualdade, benefício mútuo, inovação, abertura e benefícios para o povo”, disse Xi Jinping, em declaração à imprensa após o encontro no Palácio Itamaraty. “A China gostaria de tratar a cooperação de três ou mais partes baseada no respeito às vontades dos países da região para fazer um bolo maior e realizar ganhos compartilhados.”

Desde o ano passado, a China trava uma guerra tarifária com os Estados Unidos, com avanços e recuos nos entendimentos, e passou a usar as cúpulas do Brics como um mecanismo de exposição e influência internacional para defender seus interesses e cobrar equidade no tratamento aos países em desenvolvimento.

 

No encontro bilateral, Xi Jinping apelou a Bolsonaro por uma posição contra o unilateralismo na declaração do Brics, sem citar em público as tarifações impostas pelo presidente norte-americano Donald Trump. Ele considerou que o Brasil e a China são os principais mercados emergentes do Ocidente e Oriente no contexto internacional de “mudanças profundas e complexas”.

“Brasil e China devem se esforçar juntos para que a cúpula tenha resultados frutíferos e emitir sinal positivo de que os membros consolidam a parceria estratégica, apoiam o multilateralismo, a equidade e a justiça internacional e defendem os direitos dos países em desenvolvimento para que os Brics avancem constantemente na segunda década dourada trazendo benefícios aos nossos povos”, disse Xi.

Segunda “década dourada” é o termo cunhado na diplomacia chinesa para se referir à segunda década de existência do bloco, que completou dez anos em 2018. Agora, porém, as economias do Brics não crescem no mesmo ritmo que nos primeiros dez anos.

Segundo o presidente chinês, houve “amplos consensos” na conversa com Bolsonaro sobre os interesses comuns. Ele reafirmou que os países mantêm relação de confiança e que deseja a China atualizar a parceria estratégica com o Brasil e ampliar a cooperação.

“A China está disposta a trabalhar junto com o Brasil para promover o intercâmbio em pé de igualdade”, declarou o presidente chinês. “Decidimos juntos continuar intensificando contatos de alto e outros níveis, aprofundar a confiança política mútua e fazer bom uso de mecanismos bilaterais e aumentar o comércio e o investimento.”

Xi Jinping citou interesse na carteira de obras e projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) brasileiro e que deseja realizar cooperação em agricultura, energia, mineração, óleo e gás, infraestrutura, eletricidade, ciência, tecnologia e inovação e economia digital.

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