Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,87 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,94 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.569,61 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.499,49 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Comentário

O Grande Oeste precisa de atenção

Por José Zeferino Pedroso, Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Conselho de Administração do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

O Grande Oeste precisa de atenção

Como catarinense acompanho há décadas os anseios da população do grande oeste catarinense por investimentos na ampliação e melhoria da infraestrutura dessa fascinante e produtiva região. Distante do litoral, da capital e dos grandes centros de consumo, com uma topografia severamente acidentada e abandonada pelos sucessivos governos, a região parecia fadada, no início do século passado, a viver um processo de entropia e isolamento. As empresas colonizadoras da época começaram a atrair imigrantes europeus que fugiam da guerra com a entrega de terras na vasta e inóspita região. Etnias profundamente vocacionadas para o trabalho e para a vida comunitária – como a alemã e a italiana – tornaram-se protagonistas desse universo em transformação.

Assim, primeiro irrompeu o ciclo da erva-mate e, depois, o da madeira. Quando o extrativismo deu sinais de esgotamento, surgiu o cultivo de lavouras e a ideia da criação intensiva de pequenos animais (aves e suínos) para abate e processamento industrial. Sob a batuta de pioneiros visionários como Attílio Fontana, Saul Brandalise, Plínio Arlindo de Nes, Irmãos Paludo e Aury Luiz Bodanese, entre outros, surgiram pequenas (que depois se agigantaram) agroindústrias, como Sadia, Perdigão, Frigorífico Chapecó, Seara e Aurora com a proposta de um sistema integrado de produção, no qual indústria e produtor rural viraram parceiros. Modernas técnicas de manejo, profilaxia e gestão foram introduzidas. A produção explodiu. O oeste tornou-se centro mundial da proteína animal. A mais avançada indústria da carne está  instalada nesse território.

Toda a transformação resultante do talento humano, do trabalho dos pioneiros e do capital dos primeiros pequenos empreendedores gerou uma estrutura de produção admirável, formada pela extensa base produtiva no campo e um avançado parque agroindustrial, compondo um notável ambiente de produção e de negócios. São centenas de indústrias trabalhando direta ou indiretamente em sintonia com mais de 190 mil estabelecimentos rurais. Essa gigantesca máquina produtiva gerou bilhões de dólares em riquezas exportadas e milhões de dólares em arrecadação tributária para os cofres do Estado e da União Federal.

É incompreensível que apesar dessa imensa contribuição, a região continua abandonada. O sistema rodoviário está deteriorado, as deficiências no fornecimento de energia elétrica comprometem a expansão industrial e ao mesmo tempo afetam milhares de propriedades rurais, enquanto o sistema de água requer urgente atenção. Os aeroportos esperam investimentos há décadas (especialmente o de Chapecó, um dos mais movimentados do sul do Brasil) e a reivindicação de ferrovias para conectar o grande oeste aos portos marítimos e também ao centro-oeste, depois de 30 anos, nem sequer tem projeto.

Enfim, as deficiências infraestruturais da região são imensas. Compreensivelmente, várias manifestações de protesto estão ocorrendo em alguns municípios. A governadora em exercício Daniela Reihner percorreu neste mês as rodovias do oeste catarinense para conhecer a situação de cada uma com o objetivo de fundamentar a reivindicação de investimentos e orientar a ação da Administração Pública. Talvez advenha dessa iniciativa algum arrojado, necessário e oportuno programa de investimentos.

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