Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Agronegócio

Brasil sairá da pandemia fortalecido como fornecedor de alimentos, afirma Mendonça de Barros

“Vamos sair diferentes dessa história, tanto com a sociedade brasileira quanto na percepção externa sobre a competência do Brasil e a capacidade de produzir e exportar”

Brasil sairá da pandemia fortalecido como fornecedor de alimentos, afirma Mendonça de Barros

O Brasil deve sair fortalecido em relação à produção e exportação de alimentos após a pandemia de coronavírus, disse o consultor Alexandre Mendonça de Barros, da MB Associados, em webinar promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), com mediação do coordenador do GV Agro, Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura. Para Mendonça de Barros, enquanto vários países e blocos têm tido problemas com distribuição e exportação de alimentos, o Brasil tem exportado alimentos em “níveis recordes”, disse.

“Vamos sair diferentes dessa história, tanto com a sociedade brasileira quanto na percepção externa sobre a competência do Brasil e a capacidade de produzir e exportar”, disse ele, lembrando que mesmo com a pandemia o sistema alimentar brasileiro “não parou”.

“Tivemos exemplos na Índia, por exemplo, que, com o lockdown, deixou de exportar carne vermelha (predominantemente de búfalo), nos Estados Unidos há unidades de abate com 550 pessoas doentes e 17% do abate de suínos está fechado, além de 6% do abate de bovinos, e temos visto bloqueio de exportação de trigo da Rússia”, enumerou ele, acrescentando que, diante desse cenário de pandemia, o Brasil já começa a exportar carne para os Estados Unidos. “Na União Europeia também há problemas com os imigrantes, que não conseguem chegar para iniciar a colheita de grãos…”, adicionou.

Mendonça de Barros comentou que tem havido uma “enorme descontinuidade de distribuição de alimentos no mundo”, o que não ocorreu no Brasil. “Acabamos de receber os dados de exportação de soja e o Brasil exportou 16 milhões de toneladas em abril, é um negócio inacreditável.” Mais cedo, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, informou que o País faturou 65,25% a mais com as exportações de soja em abril, ou US$ 5,460 bilhões.

Mendonça de Barros acrescentou ainda que, independentemente dos ruídos ideológicos ou políticos, o Brasil se firma como um país confiável no abastecimento de alimentos.

O sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa, que também participa do webinar, concordou com Mendonça de Barros mas ressaltou que o Brasil, que sempre foi visto como “jogador da série B”, agora parte para a “série A” e por isso será mais exigido. “É uma maneira e oportunidade do Brasil se colocar definitivamente como um player importante e confiável, mas ao mesmo tempo isso dobra o nosso desafio.”

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