Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,67 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 154,91 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,56 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,14 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,37 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,25 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,27 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 132,51 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 144,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 124,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.544,33 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 157,15 / cx
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Estimativa

China pode importar 2,8 milhões de t de carne em 2020, diz CNA

Estudo mostra oportunidades para exportar carnes para o gigante país asiático

Os impactos causados pela Peste Suína Africana (PSA) à China, que resultaram desde o ano passado na redução brusca do seu rebanho e da produção de carne suína, podem criar oportunidades para o Brasil aumentar ainda mais as exportações de proteínas animais para o país asiático e expandir a participação do agronegócio naquele mercado. A estimativa neste ano é de que os chineses importem 2,8 milhões de toneladas.

A conclusão é do estudo “Como a Peste Suína Africana influenciou os hábitos de consumo na China”, elaborado pelo escritório internacional da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em Xangai, em parceria coma InvesteSP. A publicação mostra que a PSA, aliada à crise da Covid-19, fará com que os chineses demandem mais carnes de outros países para suprir a oferta doméstica.

“Os impactos e consequências dessa crise sanitária devem se estender por um longo período, mas criam grandes oportunidades para empresas brasileiras exportadoras de todos os tipos de proteína de origem animal”, diz o documento. A China, apesar de ser o maior produtor e consumidor mundial de suínos, tem convivido com a redução significativa de oferta do produto e deve importar mais em 2020.

Segundo o estudo, com os reflexos da peste, a produção de carne suína da China em 2019 foi de 42,55 milhões de toneladas, uma queda de 21,3% em relação a 2018, quando a produção de carne suína foi de 54,04 milhões de toneladas. Já o consumo total do produto no ano passado caiu 19% na comparação com 2018. 

Neste contexto, o governo chinês tomou algumas medidas para atender a demanda interna. Uma delas foi a substituição da carne suína pela carne de frango, a segunda mais consumida pelos chineses. A produção de aves em 2019 cresceu 12,3% em relação a 2018, totalizando 22,3 milhões de toneladas.

“Para ilustrar o tamanho desse crescimento, vale mencionar que de 2017 para 2018, a produção aviária doméstica cresceu apenas 0,6%”, ressalta o estudo, que apontou também uma alta de 55% no ano passado nas importações aviárias, um volume de 779 mil toneladas. A previsão para 2020 é de que a China importe 860 mil toneladas de carne de aves.

A segurança alimentar tornou-se prioridade dos chineses devido à Peste Suína Africana, o que reforça a maior necessidade de importações. Dados oficiais do governo daquele país compilados pelo escritório na China mostram que, no primeiro trimestre deste ano, as compras de carne suína e bovina foram de 951 mil e 513 mil toneladas, respectivamente, elevações de 170% e 65%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2019.

Neste contexto, aponta o estudo, os chineses buscam a diversificação de fornecedores de carnes de outros países. Em 2019, o país asiático aprovou a habilitação de 644 plantas frigoríficas no mundo para exportação para a China, com o Brasil representando 7% deste total. De janeiro a abril deste ano, 1.061 já foram aprovadas, sendo mais de 90% delas norte-americanas, devido ao acordo comercial entre os dois países.

Acesse aqui o estudo

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