Marcello Brito, avaliou que a guerra comercial entre Estados Unidos e China não será eterna
A prudência manda que o brasil não tome partido na briga, afirma presidente do Conselho Diretor da Abag

O presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Marcello Brito, avaliou que a guerra comercial entre Estados Unidos e China “não será eterna”. “O comércio vai superar a emoção em determinado momento”, disse Brito, em entrevista coletiva virtual para apresentar o 21º Congresso Brasileiro do Agronegócio, que ocorrerá nesta segunda-feira (3).
Ele defendeu, ainda, que o Brasil se mantenha neutro na disputa entre os gigantes e comparou: “Em briga de elefante, quem perde é a grama, e nós somos a grama”. Brito acredita, entretanto, que tanto EUA quanto China perdem com a guerra comercial e que em determinado momento “a racionalidade vai prevalecer”. De todo modo, reforçou que o Brasil deve se preservar na disputa, e “manter boas relações” com os dois países. “As relações do Brasil com a China devem ser tão boas quanto as do Brasil com os EUA. O Brasil não precisa tomar parte nesta briga. A prudência diz isso e devemos aproveitar as oportunidades dos dois lados.”
Mesmo que a disputa entre os dois gigantes do comércio global se encerre, Brito disse que o Brasil deve continuar com importantes relações comerciais, sobretudo com a China, embora ressalte que o País poderá perder algum espaço caso a China volte a comercializar de maneira ampla com os EUA. “Nós ampliamos nossas exportações para a China justamente no vácuo deixado pelos EUA”, lembrou.
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