Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,58 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,35 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,84 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,33 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,28 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 144,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,31 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 155,66 / cx
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O cerco se fecha à ractopamina

Confira a Edição 296 da revista Suinocultura Industrial

O cerco se fecha à ractopamina

A ractopamina é um aditivo utilizado na nutrição de suínos em fase de terminação. A função básica dele é ampliar a síntese proteica dos animais, levando a uma maior deposição de carne e menor de gordura na carcaça. O resultado sempre foi vantajoso à indústria e ao próprio consumidor, que por muito tempo exigia cortes mais magros, com menor teor de gordura. No entanto, o seu uso tem sido questionado por diversos importadores de carne suína. A União Europeia, alguns mercados da Ásia e outros, como a Rússia, vem adotando já há algum tempo tolerância zero em relação a presença de resíduos desta substância na carne.

No Brasil, o seu uso é permitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Mas, muitos sistemas de produção no país já não utilizam mais a ractopamina, evitando assim possíveis contaminações cruzadas em produtos direcionados ao mercado externo. O tema é polêmico. O seu uso em produções é liberado por organismos internacionais, como Organização Mundial da Saúde (OMS) e Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), por meio do Codex Allimentarius, dentro do Limites Máximos de Resíduos (LMR) na carne.

No entanto, a última votação sobre o tema no Codex, realizada em 2012, a vitória foi apertada pela continuidade do seu uso em animais de produção, no caso bovinos e suínos. Os países que questionam a ractopamina afirmam que os estudos que embasaram a decisão do Codex à época não eram amplos e eram estatisticamente “pobres”. Na avaliação deste bloco, o uso da substância pode gerar prejuízos à saúde humana. Esta situação fez com que muitos países adotassem legislações próprias sobre o tema, levando União Europeia, Rússia e China, por exemplo, a banirem a sua utilização e a exigirem de seus fornecedores a não presença de qualquer traço dela na carne.

Mesmo que com questões científicas em aberto sobre o seu impacto ou não para a saúde humana, o fato é o que o peso das exigências do comércio internacional tem levado a uma redução de sua adição em dietas de suínos, assim como a uma busca por possíveis alternativas. Só no Brasil, onde ainda é liberado, se estima que quase 60% da produção já não adote mais a ractopamina. A tendência parece ser de completo banimento da substância, por uma questão de mercado mesmo; fortalecida por exigências de consumidores e países. O tema é discutido em matéria especial desta edição, que oferece um amplo panorama para os nossos leitores.

 

Humberto Luis Marques

Editor Suinocultura Industrial

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