Segundo pesquisadores do Cepea, agora, a disputa acirrada pelo produto restante e os valores altos da paridade de exportação, sustentada pelo dólar valorizado, estão alavancando as cotações domésticas do grão
Soja continua acumulando altas

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (05/10), pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, o ritmo acelerado de processamento e a aquecida demanda, especialmente externa, reduziram rapidamente os estoques domésticos de soja e derivados, mesmo em um ano de recorde de produção.
Segundo pesquisadores do Cepea, agora, a disputa acirrada pelo produto restante e os valores altos da paridade de exportação, sustentada pelo dólar valorizado, estão alavancando as cotações domésticas do grão e dos derivados, que operam nas máximas nominais e se aproximam dos recordes reais.
No caso específico do óleo de soja, indústrias alimentícias relatam não conseguir competir com as de biodiesel nas aquisições do óleo. Este coproduto está sendo ofertado atualmente acima dos R$ 7.000/tonelada, cenário não visto desde 2002.
Leia também no Agrimídia:
- •Frente fria traz temporais para o Sul e o Sudeste; veranico e umidade crítica afetam o interior do país
- •Decisão sobre soja reforça peso regulatório na cadeia de proteína
- •Crédito, custos e exportação apertam margem da proteína animal
- •Carne de frango reage no mercado interno e exportações atingem ritmo recorde em agosto
Na cidade de São Paulo, o valor do óleo de soja (com 12% de ICMS) em setembro teve média de R$ 6.348,30/tonelada, expressivos 18,4% superior à de agosto e 74,5% acima da de setembro/19, em termos reais.























