Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Produção de suínos para abate cresce 5,63% no RS

Plantel estadual chegou a 9,95 milhões de animais graças, sobretudo, à aposta no suprimento da demanda crescente, sobretudo vinda da China

Produção de suínos para abate cresce 5,63% no RS

A produção de suínos para abate no Estado cresceu 5,63% e chegou a 9.951.769 animais em 2020, segundo a Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs). O levantamento foi feito com base nas informações disponibilizadas pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) a partir dos dados das Guias de Trânsito Animal (GTA). Rodeio Bonito, no Norte do Estado, lidera o ranking dos municípios com maior número de animais pelo quarto ano consecutivo, com 272.260 cabeças, o que representa um aumento de 11,54% em relação a 2019. O Vale do Taquari tem a maior produção entre as regiões gaúchas, com 19,1% do total.

Segundo o presidente da Acsurs, Valdecir Folador, o crescimento do plantel tem ficado entre 3% e 5% nos últimos anos. Em 2020, o desempenho foi influenciado principalmente pelas exportações para a China, destino de mais de 60% das exportações de carne suína brasileira. A demanda do gigante asiático foi acentuada em razão da epidemia de peste suína africana, que dizimou parte significativa das criações locais. Outro fator importante, citado pelo dirigente, é o crescimento das empresas e cooperativas do setor, muitas das quais com investimentos concretizados recentemente.

Para 2021, a expectativa é de que o crescimento fique em torno de 5% e 6%. “Há empresas integradoras com projetos de ampliação, expansão de abates e plantas industriais, principalmente nas regiões Noroeste e Norte”, observa Folador. Neste ano, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) deve reconhecer o Rio Grande do Sul como área livre de aftosa sem vacinação, o que é aguardado com expectativa pelo setor da suinocultura. “Ainda é cedo para dizer o que isso pode agregar à atividade, mas é um ponto positivo”, avalia o dirigente.

Ao mesmo tempo, o presidente da Acsurs aponta que o principal desafio para 2021 será enfrentar a alta do custo de produção, especialmente dos itens que compõem a alimentação animal. “Nada sinaliza que vamos ter preços de milho e farelo de soja menores do que estamos tendo”, explica. Apesar dos custos, a avaliação é de que em 2020 as margens de renda ao produtor foram melhores que em anos anteriores. Para que os preços dos suínos permaneçam em alta, a aposta é manter as exportações aquecidas. Já o consumo interno foi fortalecido em 2020 pelo auxílio emergencial. “Houve reajuste nos supermercados, mas não é nada fora dos padrões quando comparamos com a carne bovina”, afirma Folador.

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