A tendência é a atividade manter o ritmo acelerado neste ano, conforme indicam os resultados fechados divulgados ontem (27/04) em relatório lançado pela ABPA
Com dois dígitos de crescimento, números de 2020 comprovam avanço da suinocultura nas exportações e no mercado interno

A produção brasileira de carne suína cresceu mais de 10% em 2020, no comparativo com o ano anterior, fechando com um volume total de 4,436 milhões de toneladas. Nas exportações, o país embarcou 1,024 milhão de toneladas no ano passado, obtendo uma receita de US$ 2,269 milhões. Os números fechados foram divulgados ontem (27/04) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que lançou oficialmente o seu relatório anual com dados dos segmentos avícola, suinícola, ovos, material genético avícola, perus, patos e outras aves.
O relatório mostra Santa Catarina como líder nacional em produção, com 30,73%, seguido por Paraná (21,10%) e Rio Grande do Sul (19,08%). Os três Estados do Sul também lideram nas exportações, respectivamente, Santa Catarina (51,68%), Rio Grande do Sul (25,79%) e Paraná (13,59%). A China foi o principal destino da carne brasileira, com 513.519 toneladas, com Hong Kong na segunda posição, importando 166.520 toneladas da carne suína brasileira, que tem ainda Singapura, com 52.179 toneladas como terceiro maior destino.
Os resultados apresentados no relatório da ABPA colocam o Brasil na quarta posição entre os maiores produtores – o primeiro é a China com 38 milhões de t, seguida pela União Europeia (28) com 24 milhões de t e os Estados Unidos com 12,841 milhões de t –, mesma posição ocupada entre os maiores exportações mundiais da proteína, que tem na liderança a União Europeia (4,350 milhões de t), Estados Unidos (3,318 milhões de t) e Canadá (1,525 milhão de t). O consumo interno de carne suína cresceu, chegando a 16 kg per capita em 2020, ante 15,3 kg em 2019.
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Os resultados demonstram que mesmo frente às dificuldades econômicas e os impactos causados pela pandemia de Covid-19, a suinocultura manteve um forte ritmo de crescimento no ano passado. Com um cenário internacional ainda favorável ao produto suíno, a perspectiva em 2021 é que se registrem novos avanços na produção, mas principalmente nos embarques desta proteína.





















