Mobilização pela reestruturação na carreira e reajuste salarial tem causado atrasos em produção, importação e exportação
ABPA entra na Justiça contra operação padrão de fiscais

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) – que representa gigantes do segmento de aves e suínos como BRF, Seara (JBS) e Aurora – protocolou nesta quinta-feira, em Brasília, um mandado de segurança contra a operação padrão realizada pelos auditores fiscais federais agropecuários.
Iniciada há um mês, a mobilização pela reestruturação na carreira e reajuste salarial tem causado atrasos nos processos de produção, importação e exportação de produtos e insumos agrícolas e pecuários, segundo a ABPA.
Em nota, a entidade afirmou que apoia os pleitos da categoria e que defende o livre direito de manifestação, mas destaca que é importante “manter o fluxo de produção em detrimento ao estabelecimento de uma operação padrão, que tem penalizado o fluxo de abate, do abastecimento interno e das exportações”.
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Segundo a ABPA, a ação judicial tem o objetivo de “evitar que os prejuízos gerados se acumulem, o que poderia gerar consequências para o consumidor brasileiro e para os clientes internacionais da proteína animal do Brasil”.
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) tem feito alertas sobre o cenário de escassez de mão de obra na categoria, mas diz que tem atendido as demandas urgentes e prioritárias. Os servidores indicam que há espaço orçamentário para o reajuste solicitado ainda em 2022 e não querem esfriar a mobilização.
A situação nas fronteiras, portos e aeroportos tem piorado. Em Foz do Iguaçu (PR), são mais de 4 mil caminhões carregados aguardando liberação. Com sete recintos alfandegários na região, apenas oito auditores atuam lá. “Atingimos o limite e, se providências não forem adotadas no curto prazo, notadamente quanto ao acréscimo de pessoal, a unidade inevitavelmente entrará em colapso”, disse o sindicato em nota.





















