Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,18 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,33 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,49 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,60 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.560,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.455,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Análise

Ensino do cooperativismo – por Vanir Zanatta, presidente da OCESC

O ensino do cooperativismo nas escolas públicas – proposta defendida pela Organização das Cooperativas Brasileiras com o apoio desta Organização das Cooperativas de Santa Catarina – transcende a mera transmissão…
Ensino do cooperativismo – por Vanir Zanatta, presidente da OCESC

O ensino do cooperativismo nas escolas públicas – proposta defendida pela Organização das Cooperativas Brasileiras com o apoio desta Organização das Cooperativas de Santa Catarina – transcende a mera transmissão de conhecimento. É uma estratégia de formação cidadã, capaz de moldar indivíduos conscientes, comprometidos e preparados para enfrentar os desafios sociais e econômicos de suas comunidades. O cooperativismo, enquanto doutrina que valoriza a paz, a harmonia, a justiça social e o esforço individual, oferece uma base sólida para o desenvolvimento de uma sociedade mais equitativa e colaborativa.

A inclusão da educação cooperativa na Base Nacional Curricular Comum (BNCC) é uma medida que merece ser amplamente defendida. Ao integrar o cooperativismo de forma interdisciplinar no currículo escolar, abre-se espaço para que estudantes de todas as idades compreendam a importância da cooperação como ferramenta para o progresso coletivo. Desde cedo, crianças e adolescentes podem ser expostos aos valores cooperativistas, como a ajuda mútua, a responsabilidade compartilhada e a solidariedade, princípios que não apenas beneficiam o indivíduo, mas também fortalecem a coesão social.

Nos países onde o cooperativismo é ensinado nas escolas, observa-se um impacto positivo tanto no desenvolvimento pessoal quanto no crescimento econômico das regiões envolvidas. A introdução prática desses conceitos em sala de aula, por meio de atividades que simulam a criação e gestão de cooperativas escolares, permite que os alunos vivenciem a importância do trabalho em equipe e do empreendedorismo coletivo. Essas experiências ajudam a formar cidadãos mais conscientes de seu papel na sociedade e mais preparados para agir em prol do bem-comum.

Os estados já avançaram na inclusão do cooperativismo no currículo escolar, servindo como exemplo do potencial transformador dessa iniciativa. Em locais onde o ensino cooperativista foi implementado, comunidades têm testemunhado um aumento na participação dos jovens em projetos sociais e uma maior disposição para a criação de soluções coletivas para problemas locais. Isso demonstra que, ao entenderem a relevância do cooperativismo, os estudantes se tornam agentes de mudança, capazes de liderar iniciativas que promovam o desenvolvimento sustentável e a inclusão social.

Além dos benefícios sociais, essa prática educacional nas escolas públicas pode ter um impacto significativo na economia local. A formação de futuros empreendedores com uma mentalidade cooperativista pode resultar na criação de novas cooperativas, que por sua vez geram emprego e renda, promovendo o desenvolvimento econômico das microrregiões. Essas cooperativas, enraizadas nos princípios da meritocracia e da valorização do esforço individual, são capazes de competir no mercado com outras formas de organização empresarial, oferecendo produtos e serviços de qualidade com base em práticas justas e solidárias.

Outro ponto a ser destacado é o papel do cooperativismo em situações de catástrofes, onde a solidariedade e a parceria com o Poder Público se tornam fundamentais. Em momentos de emergência, cooperativas têm demonstrado ser um suporte vital para a recuperação de comunidades, oferecendo não apenas assistência imediata, mas também estratégias para a reconstrução econômica e social.  Esse exemplo foi protagonizado pelas cooperativas catarinenses na pandemia da covid-19, nas enchentes e em outras situações de crise.

Incluir o cooperativismo no currículo das escolas pode proporcionar aos estudantes ferramentas necessárias para transformar suas realidades. O cooperativismo, com sua filosofia humanista e seu modelo de negócio solidário, apresenta-se como uma via promissora para o desenvolvimento sustentável  e a formação da cidadania.

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