Trabalho de doutorado sobre influenza da pesquisadora Helena Ferreira ganha prêmio.
Ex-aluna de doutorado da Unicamp é premiada nos Estados Unidos
A ex-aluna de pós-graduação em genética e biologia molecular do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp Helena Lage Ferreira recebeu o prêmio de melhor trabalho na categoria Jovem Cientista do 7º Simpósio Internacional em Influenza Aviária realizado em abril na Universidade da Geórgia, com o pôster “Evidência de uma rápida mudança no epitopo dominante da proteína hemaglutinina do vírus da gripe aviária (H5N1) de origem asiática”. O trabalho foi desenvolvido durante o pós-doutorado no Veterinary and Agrochemical Research Centre, na Bélgica.
Helena Lage Ferreira realizou seu doutorado de 2004 a 2007, com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), sob orientação da professora Clarice Weis Arns, do IB. Atualmente é pesquisadora assistente do “Veterinary Agrochemical Research Centre”, laboratório de referência para diagnóstico de Influenza Aviária na União Européia, Bruxelas-Bélgica.
O trabalho premiado descreve o mapeamento de mutações na proteína hemaglutinina (HA) dos vírus influenza H5N1 de alta patogenicidade de origem asiática. Estes vírus apresentam uma grande variação antigênica e são divididos em 10 “clados” (0-9), e o estudo produziu anticorpos monoclonais H5-específicos e selecionou variantes virais capazes de “escapar” da neutralização desses anticorpos.
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A proteína hemaglutinina é o principal alvo dos anticorpos de defesa. A autora explica que a subtipagem (H1-H16) do vírus da gripe é baseada nesta proteína de superfície do envelope viral, que é derivado da membrana celular do hospedeiro. “O vírus da gripe se encontra no ambiente com um envelope viral. A hemaglutinina é responsável pela ligação aos receptores celulares e fusão do envelope com a membrana celular dos hospedeiros, como aves e mamíferos. Após esta fusão, o material genético viral (RNA) é liberado no citoplasma, transportado até o núcleo da célula hospedeira para o início da produção de novos vírions”, explica Helena.





















