Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Por Monsanto, sojicultores apelam à Casa Civil

Produtores de soja pedem que governo ajude Monsanto a liberar nova variedade na China.

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Por Monsanto, sojicultores apelam à Casa Civil

Os produtores brasileiros de soja apelaram ao governo federal para que ajude a Monsanto a aprovar sua nova geração de transgênicos na China, último obstáculo para que a multinacional americana comece a vender as sementes no Brasil.

A variedade já está liberada para o cultivo comercial no Brasil e na Argentina, mas a Monsanto ainda precisa do aval dos importadores. Estados Unidos, União Europeia e Coreia do Sul deram o sinal verde, mas o maior comprador mundial de soja ainda não se manifestou.

A Monsanto há meses promove o novo produto, batizado de ‘Intacta RR2 Pro’, e tinha esperança de colocá-lo no mercado antes do plantio da safra 2012/13, que começa em meados de setembro e se estende até o fim do ano. Desenvolvido especificamente para o mercado brasileiro, a nova soja promete resistir ao ataque de lagartas e à aplicação do herbicida glifosato, além de render até 300 quilos por hectare a mais do que as variedades convencionais.

Na semana passada, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) encaminhou uma carta à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, solicitando que o governo “faça gestão junto à embaixada da China no Brasil no intuito de garantir que os eventos transgênicos novos para a cultura da soja já aprovados no Brasil sejam aprovados também pelo ministério da agricultura daquele país”.

Segundo a entidade, a Monsanto já produziu sementes suficientes para o cultivo de 500 mil hectares e uma colheita estimada de 1,6 milhão de toneladas de soja – o que renderia à Monsanto um valor estimado em R$ 57 milhões só com o pagamento de royalties (R$ 115 por hectare). Essas sementes teriam de ser destruídas caso a aprovação da China não venha nas próximas semanas.

Glauber Silveira, presidente da Aprosoja, afirma que os produtores também vão amargar um “prejuízo” de R$ 150 milhões com a não liberação da tecnologia, considerando o ganho de produtividade esperado.

“Nossa preocupação é grande, porque deixamos de plantar variedades melhores. Novas tecnologias estão sendo lançadas, e precisamos que haja um protocolo capaz de garantir uma liberação rápida nos países consumidores”, afirma Silveira.

Segundo ele, a companhia poderia comercializar a semente, desde que fosse possível segregar a produção no Brasil. “Não haveria problema se essa soja ficasse no mercado interno, mas é difícil garantir que nada será exportado para a China”, explica.

O representante dos produtores de soja conta que a Monsanto solicitou a intervenção da Aprosoja durante um evento da Associação Brasileira de Agribusiness (Abag), no dia 6. A entidade, que possui um histórico de reclamações da Monsanto por causa da cobrança de royalties sobre a soja Roundup Ready, não hesitou em estender a mão. “Continuamos brigando muito por causa dos royalties, mas essa é outra discussão. É do interesse de todos aprovar essa tecnologia. Hoje é a Monsanto, amanhã é a Embrapa”, justifica.

A Monsanto nega, entretanto, que tenha solicitado qualquer tipo de manifestação dos sojicultores. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa declarou que a iniciativa partiu da Aprosoja e que aguarda os trâmites de aprovação de sua tecnologia na China. A companhia não confirma quanto já produziu da nova semente e garante que nada foi comercializado até o momento.

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