Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Excesso de oferta derruba preços das carnes no Sul

O excesso de oferta de carnes suína, de frango e bovina no mercado interno, reflexo do otimismo depois da explosão de exportações do ano passado, tornou-se uma dor-de-cabeça.

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Da Redação  21/08/2002 – O excesso de oferta de carnes suína, de frango e bovina no mercado interno, reflexo do otimismo que tomou conta de produtores e empresários depois da explosão de exportações do ano passado, tornou-se uma dor-de-cabeça para os suinocultores e para as agroindústrias catarinenses. Responsáveis por um quarto da produção brasileira, os armazéns do estado estão lotados e, os preços, continuam em queda.

“As empresas aumentaram a oferta para ter maior participação no mercado, mas houve um exagero”, diz Jurandi Machado, técnico do Instituto de Planejamento e Economia Agrícola de Santa Catarina (Icepa). Segundo ele, a oferta de carnes atingiu 800 mil toneladas – 300 mil de frango, 300 mil de bovinos e 200 mil de suínos.

Expansão do mercado

A solução, diz Machado, seria a redução do número de matrizes no campo. Ainda assim, segundo ele, o efeito da medida apareceria apenas no médio prazo. “Os efeitos de uma decisão como essa só serão sentidos em dez meses. Enquanto isso, o único remédio para o problema é a expansão do mercado.”

Enquanto nada acontece, os produtores reclamam. “Temos prejuízo de aproximadamente R$ 50 por suíno vendido”, diz Edemar Dellagiustina, presidente do Sindicato Rural de Braço do Norte. O problema é tão sério, diz ele, que os produtores da cidade – que fica no sul catarinense e apresenta a maior concentração de suínos por quilômetro quadrado do País – tentaram chamar a atenção das autoridades com a distribuição de carne em praça pública no último domingo. A manifestação só não ocorreu por acaso.

Segundo o Icepa, o custo de produção de um quilo de carne suína, que variava entre R$ 1,14 e R$ 1,26 em 2001, gira agora entre R$ 1,37 e R$ 1,51, por conta da alta do custo do milho. O produtor recebe entre R$ 1,10 e R$ 1,20 pelo quilo do animal vivo. Em 2001, quando o mercado estava aquecido, o quilo estava em R$ 1,50.

Na indústria, o problema é de excesso de estoque. Segundo o Sindicato da Indústria de Carnes de Santa Catarina (Sindicarne), há 50 mil toneladas de carne suína armazenadas no estado. Para resolver o problema, as empresas negociam com a Associação Catarinense de Supermercados (Acats) uma campanha conjunta para aumentar a demanda pelo produto. O assunto ainda está sendo discutido, mas ações de estímulo ao consumo da carne devem começar em breve.

De concreto, os produtores conseguiram a promessa de que os supermercadistas repassarão ao preço final dos produtos todos os descontos que obtiverem das indústrias.

 

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