Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,49 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,61 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,38 / cx
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.289,02 / t
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Falta de milho e descapitalização

O ano de 2002 foi muito difícil para o suinocultor brasileiro. `A atividade viveu a sua pior crise`, desabafa José Adão Braun.

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Redação SI 14/01/2003 – Os suinocultores de todo o País, segundo o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), José Adão Braun, estão querendo esquecer 2002, um ano em que a atividade, embora tenha crescido em volume de produção, teve muitas dificuldades. `Todos os custos de produção, exceto a mão-de-obra, foram dolarizados e tivemos que vender a carne em Reais`, diz.

O milho, um dos insumos mais usados na suinocultura, depois que passou a ser commodity, a partir de 2001 com a exportação do produto, teve seu custo dolarizado. No mesmo ano houve maior plantio de soja, em função de bons preços internacionais, reduzindo a área cultivada do milho e, portanto, oferta menor do produto. Por outro lado, houve uma produção excessiva de suínos, estimulada pela abertura de novos mercados e perspectivas de exportação.

Uma produção maior reduziu preços pagos aos produtores no mercado interno e a exportação não foi suficiente para absorver a maior produção. De acordo com a ABCS, só este ano, com novos projetos de produção em todo o País, foi possível uma produção de 500 mil toneladas a mais de carne suína. Numa projeção, seguindo crescimento normal, a produção média brasileira deveria ser em 2002 de 2,35 a 2,4 milhões de toneladas, mas este ano foi 2,9 milhões de toneladas, o que acabou gerando desequilíbrio na atividade.

Desequilíbrio
O desequilíbrio, segundo Braun, começou com o crescimento das exportações. De janeiro a outubro de 2001 o setor exportou 218 mil toneladas. Em 2002 o número foi 361 mil toneladas, 78,5% a mais. Mesmo com a exportação não foi possível trazer equilíbrio para o mercado interno, já que a produção foi ainda maior do que a média histórica. ””””A venda para o mercado externo não foi suficiente para absorver toda a produção e equilibrar o mercado e o produtor não viu reflexo disso porque passou o ano todo perdendo dinheiro.””””

O mercado interno, segundo José Braun, ficou retraído por falta de poder aquisitivo da população;  e as altas margens entre o preço pago ao produtor e o valor que o consumidor teve que pagar pela carne suína reduziram o consumo. A carne ficou cara para o consumidor, mas o produtor recebeu pouco””””.

2003
Braun acredita na melhora do setor em 2003. O projeto do novo governo para melhorar o consumo da camada mais carente da população pode ajudar a alavancar a carne suína no mercado interno, a preços compatíveis tanto para produtores quanto para consumidores. ””””A carne suína brasileira tem qualidade, mas tem o agravante de que as concorrentes, principalmente o frango, e a carne bovina, chegam mais barato ao consumidor.””””

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