Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Carnes sofrem reajuste de até 72% no PR

Especulação de final de ano fez subir preço das carnes bovina, suína e de aves.

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Da Redação 06/12/2004 – O consumidor foi atingido em cheio por reajustes nas carnes e outros produtos. Os primeiros sinais foram dados com a estiagem prolongada no inverno e agora se intensificam com as especulações do mercado com a chegada das festividades de final de ano. 

As geadas provocaram queima nas pastagens o que refletiu na baixa do rebanho, motivando a alta nos preços das carnes de um modo geral no mês de julho e agosto. Agora, os empresários justificam os novos reajustes em razão do aumento nas exportações e ao velho fenômeno da oferta e procura, ou seja, a procura é maior que a demanda. 

Segundo pesquisas realizadas pelo Caderno Consumidor da Gazeta do Paraná, a maioria das carnes bovinas, suínas é até de aves subiram em relação ao mês de outubro. Os cortes suínos foram os que mais apresentaram altas. A bisteca sem pele, por exemplo, foi a carne com maior reajuste dos 13 itens pesquisados, com 72% de aumento. No início de outubro era possível comprá-la por R$ 4,60, hoje alguns supermercados vendem por R$ 7,89 o quilo. O leitão inteiro teve 58% de aumento no período pesquisado, assim como o pernil sem pele, também 58%, enquanto que o tradicional lombo comum das ceias de Natal teve alta de 55%. 

Explicações 

Segundo o supermercadista Daniel Pegoraro, com a diminuição na oferta no mercado nacional, além da grande procura, a alta torna-se normal. “Estamos comprando e pagando em média 10% mais caro pelos suínos, mas acredito que em janeiro o preço recue”, diz. 

Em relação à carne bovina o empresário analisa que, principalmente os cortes especiais, mais comuns durante as festividades, é que sofrem maior reajuste. “Os relacionados às festas tiveram alta em torno de 7 a 8%”.

Porém as pesquisas revelam aumentos maiores como a picanha que registrou o maior aumento entre os cortes pesquisados, 34%; alcatra com osso 21%; alcatra sem osso 11%; contra-filé sem osso 11%; coxão mole 18%; posta vermelha 15% e traseiro com osso, 19%. 

Pegoraro comenta ainda que os preços repassados ao consumidor final se dão também devido à mudança no sistema de ICMS. “Antes tínhamos um crédito maior que o débito, crédito de 12% e débito de 7%. Hoje temos um crédito que vai de 1% a 5% e o débito continua 7%. E isso conseqüentemente reflete no preço final”, explica.

Para Marilene Arcanjo, dona de casa, os reajustes consecutivos são provenientes da época do ano e da política camuflada. “Quando dizem que não existe inflação é pura enganação, pois a prova maior está no supermercado, já não compramos mais nada com R$ 100, por exemplo. E no final do ano se aproveitam sabendo que vamos consumir”, desabafa a dona de casa.

Outros aumentos 

Os tradicionais peru e chester também chegam na mesa do consumidor com preços mais salgados, em média 10%, segundo Pegoraro. O frango também aumentou, entre as marcas pesquisadas as diferenças estão entre 33%, 21% e 14%.

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