Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Superprodução alerta suinocultor

Acsurs projeta incremento de 10% no plantel e propõe novos mercados e marketing para afastar nova crise.

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Redação SI 08/08/2005 – Sem a abertura de novos mercados no exterior ou um aumento significativo no consumo de carne suína no país, a projeção de que os plantéis suínos crescerão 10% no ano que vem resultará no recrudescimento da crise que atingiu o setor em 2002. O alerta é do presidente da Acsurs, Valdecir Folador. “Se não conseguirmos exportar, pode haver grande oferta no mercado interno e nova queda de preços.” O presidente da Comissão de Suinocultura da Farsul, João Piccoli, responsabiliza o aumento na retenção de matrizes. “Pela quantidade de matrizes que o produtor está alojando na propriedade, ofertaremos mais do que o mercado procura.” Folador estima o plantel atual em 300 mil matrizes. O RS deve produzir, até o final do ano, 478 mil toneladas de carne suína das 2,7 milhões de t estimadas para o país. Desse total, 18% serão destinado ao mercado extrerno. “Só no primeiro semestre, nossa produção foi de 291,86 mil t.”

O maior indicativo, avalia, são os abates. De 6 milhões de cabeças abatidas no Estado em 2002, o volume caiu para 5,34 milhões no ano passado. Para este ano, a projeção é de 5,94 milhões. “Com 10% a mais, serão 2,9 milhões de t produzidas no Brasil. Para manter o equilíbrio do mercado interno teremos de exportar 100 mil t a mais.”

Folador é otimista quanto à exportação, citando o Japão como potencial comprador, mas aponta necessidade de reestruturação na defesa sanitária e recomenda maior investimento em marketing. “Para ficar no mercado interno, só se houver redução de preço no supermercado.” No varejo, informa, o quilo médio da carne suína ””não baixa de R$ 6,00””, enquanto o suinocultor independente recebe R$ 2,20 pelo quilo vivo; o integrado, R$ 2,00; e o verticalizado, até R$ 10,00 o exemplar entregue à indústria. O custo de produção gira em torno de R$ 2,05 o quilo. “O produtor não pode produzir indiscriminadamente e, na hora de vender, não tem mercado. Depois tem de ficar batendo na porta do banco, do sindicato ou da federação para transferir o problema para os dirigentes”, reclama Piccoli.

 

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