Os sindicatos das indústrias de carne suína, bovina, aves e leite do Rio Grande do Sul afirmam que a greve dos fiscais federais agropecuários, iniciada nesta segunda, dia 7, pode provocar prejuízo diário de cerca de R$ 40 milhões.
Greve dos fiscais federais traz riscos de desabastecimento
Da Redação 08/11/2005 – Os sindicatos das indústrias de carne suína, bovina, aves e leite do Rio Grande do Sul afirmam que a greve dos fiscais federais agropecuários, iniciada nesta segunda, dia 7, pode provocar prejuízo diário de cerca de R$ 40 milhões se houver a paralisação das atividades e, em conseqüência, a interrupção da emissão de certificados de sanidade.
O setor espera que o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, reconheça as reivindicações dos fiscais e que seja aberto um prazo para negociações. Indústrias alertam que além de prejuízos econômicos, haverá reflexos na saúde pública pela falta de inspeção federal nos produtos de origem animal e risco de colapso no abastecimento, além do descumprimento dos contratos de exportação.
Rogério Kerber, porta-voz da cadeia de carne e secretário executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Suínos do Rio Grande do Sul, afirma que no setor predominam as pequenas e médias propriedades que fornecem matéria-prima para 23 frigoríficos suínos, 25 frigoríficos bovinos, 21 avícolas e 35 laticínios.
Leia também no Agrimídia:
- •Filipinas ampliam compras e impulsionam exportações brasileiras de carne suína em fevereiro
- •Exportações brasileiras de carne de frango crescem 5,3% em fevereiro e atingem recorde para o mês
- •Rio Grande do Sul reforça biosseguridade na avicultura comercial após alerta sanitário
- •Custos de ração baixos e carne bovina cara podem favorecer suinocultura em 2026
Os fiscais pedem a realização de concursos públicos para novos fiscais, isonomia entre ativos, aposentados e pensionistas, fim do contingenciamento dos recursos orçamentários programados pelo governo, e aumento salarial retirado da proposta de regulamentação da Lei 9.712.





















