Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,82 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,07 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,65 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,52 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,72 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.533,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.418,34 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Preço do suíno dobra após fim do embargo em MT

O valor do quilo subiu para R$ 2 nos últimos dias ante a média de R$ 1 praticada desde outubro de 2005.

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Redação (16/08/06)- O fim do embargo russo anunciado na quinta-feira da semana passada fez com que o preço do suíno vivo pago ao criador dobrasse. O valor do quilo subiu para R$ 2 nos últimos dias ante a média de R$ 1 praticada desde outubro de 2005, quando a Rússia suspendeu as importações de carnes bovina e suína de Mato Grosso e mais 7 Estados.

A suspensão do embargo retomou as perspectivas positivas de comercialização do produto à Rússia, já que esse mercado corresponde a 60% da exportação nacional de carne suína. Ainda sem atingir os patamares de vendas anteriores ao embargo – que era de R$ 2,15 – os produtores estaduais já apontam para uma margem de lucro positiva.

O balanço do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) reflete o que significou para os exportadores o embargo. Segundo dados do CIN de janeiro a julho de 2006 foram exportadas 1 mil toneladas de carne suína, enquanto no mesmo período de 2005 foram 3,5 mil toneladas.

Os reflexos da reabertura do mercado russo teve sinais imediatos na indústria frigorífica estadual. O frigorífico Excelência, o primeiro em vendas no ranking estadual, por exemplo, responsável por 25% das exportações do Estado, programa para as próximas semanas o envio de 20 conteineres para a Rússia, o equivalente a 500 toneladas de carne suína, apenas no primeiro mês de liberação do produto.

Atualmente 19% da produção de carne suína brasileira é vendida para o mercado externo. Desse total, 76% são cortes e 24% carcaça. O mercado externo é bastante promissor, conforme o gerente de Marketing da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Fernando de Barros, já que 42% da proteína animal consumida no mundo provem da carne suína.

Apesar de positivas as negociações com mercado externo, o presidente da ABCS, Rubens Valentinne, não acredita que a abertura de mercado russo para a carne suína represente vantagens para os produtores brasileiros. “Só tínhamos esse mercado porque o nosso preço é competitivo. A Rússia tem condição de produzir carne suína, por isso o foco de febre aftosa no Mato Grosso do Sul foi o pretexto que o governo russo queria para embargar as importações brasileiras”. Para ele, os olhares do mercado de suínos devem ficar voltados ao mercado interno. “Se aumentarmos em um quilo o consumo per capita brasileiro, teremos toda a produção de Mato Grosso abastecendo o mercado nacional”.

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