Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Frigorífico em SC exporta menos

Redução nos negócios faz empresas cortarem investimentos e adiarem contratações.

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Redação (22/11/06) – Os efeitos da gripe aviária no mundo, do embargo russo e da desvalorização cambial já podem ser dimensionados em Santa Catarina. O agronegócio catarinense freou as exportações de suínos e aves e deixou de faturar o equivalente a US$ 296,2 milhões entre janeiro e outubro. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior e se baseiam na comparação com os primeiros dez meses de 2005.

A indústria alimentícia está criando menos oportunidades de trabalho. Dados do Ministério do Trabalho mostram que, entre janeiro e setembro, foram abertos 1.761 postos de trabalho, 62,5% a menos que os 4.699 dos mesmos meses de 2005.

Até outubro, os frigoríficos catarinenses embarcaram US$ 651 milhões em carnes e derivados de frango, uma queda de 16,54% em relação ao ano passado. Com os suínos, os efeitos foram ainda piores. Sem a Rússia, principal importador do produto catarinense, as agroindústrias exportaram US$ 237,3 milhões, ou seja, 41,33% menos que no mesmo período de 2005.

Em 2005, a Aurora obteve 25% do faturamento a partir das exportações de aves e suínos. Com a crise, a meta estabelecida – chegar aos 30% – não deve mais ser alcançada em 2006. A empresa adiou investimentos de R$ 100 milhões na implantação de uma nova linha de abate de aves, em Maravilha.

A redução nas exportações de carne ajudou a encolher o lucro líquido da Sadia. Entre janeiro e setembro, o resultado foi de R$ 153,6 milhões, 63,7% a menos que no mesmo período de 2005. Os embarques de carne suína caíram 25%. As de aves encolheram 1,8%,

No momento em que o mercado asiático trancou as importações de frango, temendo a proliferação da gripe aviária, a Bondio Alimentos, de Guatambu, no Oeste do Estado, tomou uma medida alternativa. Estocou toda a produção direcionada aos asiáticos e aguardou pela reação do mercado. Mil toneladas de cortes nobres de frango permaneceram em câmaras frias, à espera de compradores.

“Voamos contra o vento. Não reduzimos a produção, apesar de o Japão cancelar os contratos. Para desovar o estoque, negociamos e passamos a vender para o Oriente Médio”, disse a responsável pelo setor de comércio exterior da empresa, Inocência Boita Dalbosco.

Alegria para o consumidor, tristeza para o produtor

Menos negócios no exterior, mais carne no mercado interno. Com a grande oferta de carne disponível, o consumidor está pagando menos pela carne suína. A queda acumulada no ano é de 15,17%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O preço também caiu para os produtores. O quilo vivo de suíno está custando R$ 1,50, 27% a menos que em dezembro de 2005, segundo o Centro de Estudos de Safras e Mercado (Cepa). Os criadores enfrentam uma situação dramática. “Há casos de suinocultores que não têm dinheiro suficiente para comprar milho para alimentar os animais. O quadro ficou ainda pior agora, com o aumento no preço da soja e do milho”, diz o presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS), Wolmir de Souza.

Para o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), Ronaldo Muller, o pior momento de crise já passou. “A tendência é de o cenário melhorar em 2007, desde que haja preocupação com o volume de alojamentos. Se alojarmos demais, vamos ter mais problemas no futuro”, afirma.

O presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados de Santa Catarina (Sindicarnes-SC), Paulo Ernani de Oliveira, diz que, em razão do momento difícil, os frigoríficos catarinenses chegaram reduzir a produção de aves em 10%, em média.

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