Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,26 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 149,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 158,09 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,62 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,11 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,29 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,49 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 143,95 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.551,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.451,52 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Produção de suínos e aves terá compartimento a partir do próximo ano

Próximo pleito brasileiro é a mudança na legislação sanitária para que os compartimentos de produção sejam aceitos internacionalmente.

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Redação (27/02/07) –  Depois de Santa Catarina conquistar o status inédito no País de zona livre de febre aftosa sem vacinação – cuja classificação deve ser referendada em maio pela OIE, o próximo pleito brasileiro é a mudança na legislação sanitária para que os compartimentos de produção sejam aceitos internacionalmente.

A chamada "compartimentalização" é um passo além da regionalização que está sendo implantada neste ano pelo governo brasileiro nas aves. Trata-se de separar regiões de cadeias produtivas, como por exemplo, um complexo industrial de uma grande empresa do setor. A compartimentalização garante que o sistema produtivo está protegido, que o fluxo dentro do compartimento é estanque. Tanto as indústrias de aves quanto as de suínos querem a implantação do sistema. 

"É uma tendência natural. Com Santa Catarina livre sem vacinação já há regionalização. Precisamos avançar, garantindo que se tivermos algum problema com um estado ou região produtora, o restante não será afetado", disse o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gabriel Maciel. Ele acrescenta que esta medida é a saída para o Brasil alcançar mercados mais exigentes, com o Japão, que pagam até 40% mais pela carne com garantia da inexistência de riscos sanitários.

Segundo Maciel, em maio a OIE deve deliberar sobre esta condição internacional. Em sua avaliação, com a nova legislação sanitária mundial, o País poderá ter já no próximo ano alguns compartimentos – que se iniciaram pelo setor de suínos.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, diz que no caso dos suínos a compartimentalização é plausível pelo sistema de integração. "Se temos um estado, podemos ter compartimentos", avalia. Mas, segundo ele, a criação de compartimentos talvez seja mais fácil nas regiões mais novas que nas tradicionais, pois estão mais distantes de rebanhos bovinos. "Se houvesse a compartimentalização, um foco de aftosa não afetaria o comércio de suínos".

"Nós estamos pensando em fazer alguma coisa na área de compartimentalização. Para isso, a gente precisa que o governo ajude com o apoio no exterior", disse o presidente-executivo da Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef), Ricardo Gonçalves. Segundo ele, o setor ainda está em uma fase "exploratória" sobre o tema. Segundo ele, o assunto tem de ser incluído na Instrução Normativa 17, que trata sobre a Influenza Aviária. Maciel diz que Santa Catarina já aderiu à IN e o governo está fazendo um "check list" para os estados.

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