O uso de milho para produção de etanol poderá provocar elevação nos preços internacionais do grão, forçando um aumento nos preços dos produtos da avicultura.
Especialista traça cenários e avalia impacto na avicultura
Redação (28/03/07) – O alerta é de Antonio Mário Penz Junior, PhD em Nutrição Animal pela Universidade da Califórnia-EUA, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e diretor técnico da Nutron Alimentos Ltda. Ele será um dos palestrantes do XX Congresso Latinoamericano de Avicultura, que será realizado de 25 a 28 de setembro, em Porto Alegre.
Ele considera que se o prognóstico de aumento do preço de milho se
confirmar, o impacto no custo de produção da avicultura a médio prazo poderá ser compensado por novas tecnologias de processo de produção das rações e pelo emprego de aditivos melhoradores de desempenho, não-antibióticos, como enzimas, acidificantes, pré e próbióticos, entre outros.
Segundo Penz, estas tecnologias favorecerão a digestão e a absorção dos nutrientes, compensando a redução de energia que poderá ocorrer nas dietas. A longo prazo, acrescenta o especialista, novas linhagens genéticas serão oferecidas e deverão ser mais eficientes do que as atuais, frente a nova realidade de uso de dietas menos densas (com menos energia).
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No Congresso, sua palestra será sobre Os desafios da nutrição de frangos de corte diante da concorrência das fontes convencionais de energia para a produção de etanol e biodiesel. O XX Congresso Latinoamericano de Avicultura é promovido pela Associação Latinoamericana de Avicultura em parceria com a União Brasileira
de Avicultura (UBA) e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). As informações são da assessoria de imprensa da ASGAV.
(VA)





















