O Brasil avisou à União Européia (UE) que não vai aceitar a imposição de um certificado ambiental sobre o comércio do etanol, que acaba se tornando uma forma de protecionismo.
Brasil avisa a europeus que não aceita certificado ambiental
Redação (17/04/07)– Autoridades de Bruxelas estudam a imposição de um selo ambiental para permitir a importação do combustível. Fontes na Comissão Européia revelaram que o certificado ambiental será dado apenas se o país exportador garantir que a cana-de-açúcar usada na produção do etanol não foi plantada em terras que eram até pouco tempo era parte de uma floresta tropical.
O tema dos impactos ambientais do etanol vem ganhando força entre a opinião pública da Europa. Para ecologistas em Bruxelas, os estragos causados pela produção de cana e outras matérias-primas do combustível ser devastadores para partes da floresta tropical, seja no Brasil, na Guatemala, Malásia ou na Indonésia. Negociadores do Brasil afirmaram que tal medida pode ser discriminatória se for implementada sem os devidos cuidados. O Brasil ainda insinuou aos europeus que não hesitaria em levar o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC).
O governo brasileiro já admite que algum tipo de certificado será criado na Europa diante da reação dos consumidores. Mas negocia, para evitar que as futuras exportações nacionais de etanol sejam prejudicadas. No fim do ano passado, o Itamaraty enviou um documento com seu ponto de vista à UE, já alertando sobre o perigo de que a nova exigência acabe criando um sistema discriminatório. Desde então, o governo vem mantendo reuniões com os europeus para tratar do assunto.
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