Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Mais carne na mesa em 2009

A crise financeira global deixa em alerta vários setores da economia e interfere nos preços dos produtos também no mercado interno.

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Redação (24/12/2008)-  No caso da carne bovina, a retração da demanda de países tradicionalmente compradores, como a Rússia, provocou ligeira queda nos valores dos cortes dianteiros no atacado. O mercado russo tem preferência por esse tipo de corte.

Na última semana, o quilo do dianteiro teve uma redução de R$ 0,20 chegando a R$ 5,40, segundo os analistas, resultante do ajuste feito pela Rússia. Nos últimos 30 dias, a queda chegou a 12%, passando de R$ 5,00 para R$ 4,40. O traseiro, ao contrário teve ligeira alta também por causa do mercado externo. Segundo Fabiano Tito Rosa, técnico da Scot Consultoria, de Bebedouro (SP), o Brasil está gradualmente aumentando o volume vendido à União Européia (UE), depois do embargo. ""Esses países (da UE) têm preferência pelos cortes traseiros"", diz o consultor.

Ao mesmo tempo, internamente houve redução do consumo, evento sazonal no país. Normalmente, na segunda quinzena do mês, o consumo de carne cai. Segundo Rosa, a expectativa de recessão também interfere no comportamento dos consumidores, que passam a comprar menos. No entanto, segundo Rosa, a previsão de aquecimento deve se concretizar nas festas de fim de ano.

O consultor afirma que produtores e exportadores ficam na expectativa dos rumos que a economia mundial deve tomar no ano que vem e que terá reflexos para quem comercializa a produção internamente, para os que disputam o mercado internacional ou mesmo para os consumidores.

Rosa vislumbra como cenário em 2009, um menor crescimento dos países desenvolvidos. ""O crédito, agora escasso, deve voltar a circular, mas num volume menor e mais caro"", afirma. A produção mundial de carne deve recuar entre 1% e 2%, prevê.

Com a valorização do dólar nos últimos dois meses, e o espaço deixado pelos principais concorrentes – Austrália, Estados Unidos, alguns países da União Européia e Argentina – as exportações brasileiras podem crescer. Segundo Rosa, a Argentina é uma incógnita porque apesar de ter uma boa produção garantida, a política econômica do governo pode interferir no volume a ser comercializado no exterior.

De acordo com o consultor, as exportações brasileiras de carne bovina deverão ter um recuo de cerca de 15% este ano. Antes mesmo da crise, a expectativa era de redução, em função de dois fatores. Primeiro, explica Rosa, foi a diminuição da produção, resultante do ajuste da cadeia da carne. ""Com a crise enfrentada nos últimos anos, pecuaristas diminuiram investimentos e abateram matrizes"", relembra. Depois, a moeda norte-americana, em queda até dois meses atrás, também interferiu na rentabilidade. O setor, agora, também se ressente dos efeitos da crise global.

Rosa afirma que as perspectivas são boas para o Brasil. Para ele, se continuar o ritmo de habilitação de fazendas para exportação, o mercado poderá se abrir. ""Soma-se a isso o fato do preço do nosso produto ser competitivo, de termos um bom volume e qualidade"", avalia Rosa.

Com notícias de crise e recessão, o consumidor interno acaba também se retraindo e ""segura"" os gastos. ""Porém, o mercado será aquecido com a entrada do 13º salário e com os empregos temporários do final de ano"", afirma.

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