Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,20 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,05 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,27 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,98 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,65 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,79 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 183,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 200,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 207,88 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 174,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,78 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,81 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.249,19 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.089,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 227,84 / cx
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Mercado Interno

Variação cambial

Desvalorização da moeda afeta IGP-M e pode ajudar a conter preços no Brasil.

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A variação cambial, que desde o agravamento da crise internacional teve seus efeitos anulados pela evolução nos preços das commodities, passou a influenciar de forma mais evidente o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). O índice de maio (apurado entre 21 de abril e o dia 20 deste mês) registrou deflação de 0,07%, quando a projeção média de mercado era de uma alta de 0,07%. A apreciação do real no período (7,9%) ajudou a manter em baixa os preços no atacado, já impactados pela demanda mais fraca no mercado doméstico.

De acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o efeito da valorização cambial é evidente na evolução do grupo materiais para manufatura, que registrou queda de 2,03% em abril e de 0,83% em maio. O grupo representa 17,5% do Índice de Preços por Atacado (IPA) do IGP-M. O coordenador de Análises Econômicas do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, Salomão Quadros considerou a variação um resultado da apreciação do real contrabalançado pela recuperação nos preços internacionais das commodities. Em maio, o real apreciou 7,52% frente ao dólar; o índice CRB, que avalia o desempenho das 24 commodities mais negociadas nas bolsas internacionais, subiu 12,3%. Para Quadros, “até março, o efeito câmbio era carta fora do baralho, exercia um efeito neutro sobre a inflação. Mas tem deixado de ser”.

Ele observou que em setembro (1,2%), outubro (1,3%) e novembro (1%), a inflação de materiais para manufatura desacelerou, mas ficou no campo positivo porque a depreciação do real mais do que compensou a queda das commodities. O índice CRB recuou 11,8%, 22,3% e 8,7%, respectivamente; o dólar frente ao real subiu 17,1%, 10,5% e 10,3% no mesmo intervalo. Entre dezembro e fevereiro, o câmbio ficou mais estável e a queda das commodities no exterior pressionou os preços do grupo, que registraram quedas entre 0,7% e 2,8%. A partir de março, o real volta a se apreciar e as commodities registraram recuperação mais forte, provocando quedas nos materiais para manufatura.

Cálculo da RC Consultores revela que, nos últimos dois meses, houve recuperação no mercado externo nos preços de açúcar (20%), soja (25%), alumínio (11%), zinco (23%), celulose (1%), petróleo (21%), entre outros itens exportados pelo Brasil. O único a se manter em queda foi o aço (11%). “De maneira geral o Brasil não foi prejudicado pela alta de preços das commodities ocorrida nos últimos 60 dias, aliás, é um dos poucos países que se beneficiou com esse aumento”, afirmou o sócio da RC, Fábio Silveira. Ele observou que, com a alta das commodities, houve melhora nos resultados da balança comercial e, consequentemente, nas contas externas e esse quadro favorável atraiu mais dólares, provocando a valorização cambial.

Para o analista da Tendências Consultoria Integrada Gian Barbosa, a combinação de preços das commodities em queda e atividade industrial doméstica fraca garantiram a deflação do IGP-M nos últimos três meses, mas o aumento de preços no exterior como reflexo da recuperação de algumas economias fará com que o índice volte a subir em junho, chegando a 0,2%. “A valorização do real, porém, ajudará a retardar esse processo de aceleração dos preços no atacado brasileiro”, observou Fábio Romão, da LCA Consultores, que prevê para junho alta de 0,05%.

O economista-chefe da SLW Asset Management, Carlos Thadeu de Freitas Gomes Filho, ressaltou que setores como os de energia, combustíveis e petroquímica foram mais influenciados pela expectativa de melhora da economia global e tiveram alta nos preços, em detrimento do real apreciado. “O minério de ferro, que tem uma cadeia oligopolizada, foi o único que não apresentou melhora no país, apesar da recuperação no exterior, porque o setor ainda opera no Brasil com capacidade baixa.”

Em maio, o IGP-M recuou 0,07%, tendo com maior influência a queda do IPA em 0,3%. O IPA Agrícola teve alta de 0,24% e os preços industriais recuaram 0,48%. No varejo, os preços ao consumidor subiram 0,42% e os preços da construção, 0,25%. Em 12 meses, o IGP-M acumulou alta de 3,64%, menor variação desde janeiro de 2007.

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