Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Vazio sanitário nas lavouras de soja começa no dia 15 em Mato Grosso

Período de vazio sanitário começa em Mato Grosso a partir do dia 15 e deve durar três meses.

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Começa no próximo dia 15, em todas as regiões de Mato Grosso, o período do vazio sanitário nas lavouras de soja. Durante 90 dias – até o dia 15 de setembro – fica proibido o plantio da oleaginosa para evitar o aparecimento da ferrugem asiática, considerada o principal “terror” dos sojicultores. O produtor que cultivar soja neste período pode ser multado e ter sua plantação destruída pelos fiscais. Apenas nas áreas de pesquisa científica o plantio é autorizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Na última quarta-feira, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), enviou por meio de torpedo, um informe alertando os sojicultores para a proximidade da data e para importância em aderir ao período. A Entidade prepara para a próxima semana a divulgação de dados referentes ao último vazio sanitário e também sobre a evolução da safra 08/09.

De acordo com a legislação, a semeadura da soja em Mato Grosso só deverá começar a partir de 16 de setembro. O desrespeito à restrição é considerado infração gravíssima e pode acarretar multas de até 3 mil UPFs (Unidades Padrões Fiscais), cerca de R$ 80 mil. Este é o quarto ano em que os produtores mato-grossenses ficam sujeitos à proibição. Na prática, o vazio sanitário significa que, durante o período de entressafra, não se deve ter planta viva de soja nas lavouras. “O objetivo do procedimento é evitar a transmissão da ferrugem asiática. Deixar de plantar por um período é uma ação chamada de eliminação da ponte verde, já que a soja é o principal hospedeiro do fungo causador da doença”, explica o coordenador da Comissão de Defesa Vegetal da Superintendência Federal da Agricultura (SFA) em Mato Grosso, Wanderlei Dias Guerra.

Como ele reforça “a nossa preocupação neste momento é com a soja tiguera que nasceu no meio de lavouras de girassol, milheto e crotalária”.

Ele informou que durante o período do vazio sanitário do ano passado, foram detectados alguns problemas com o aparecimento de plantas tigüeras. “Mas, orientamos os produtores e eles fizeram a destruição das plantas”. Tigüeras ou guaxas são aquelas plantas que nasceram e se desenvolveram de forma involuntária no campo, como por exemplo, dos grãos que sobram da última colheita.

Recomendações – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento faz diversas recomendações aos produtores mato-grossenses para o vazio sanitário de 2009. Uma delas é fazer o plantio antecipado de soja com variedades precoces e o monitoramento efetivo da lavoura por meio de aplicações preventivas ou nos primeiros sintomas da ferrugem asiática.

Segundo o coordenador da Comissão de Defesa Vegetal da Superintendência Federal da Agricultura (SFA) em Mato Grosso, Wanderlei Dias Guerra, o produtor deve estar atento à qualidade da aplicação, utilizando equipamentos bem regulados e uso da dose recomendada. “Somente produtos registrados no Ministério da Agricultura devem ser utilizados. O produtor jamais deve aplicar subdoses”.

Lembrou que este ano os produtores deverão “redobrar a atenção” e fazer um controle ainda melhor porque a ferrugem pode ressurgir no começo do plantio, já que a quantidade de fungos vivos nas plantas remanescentes é maior este ano e por isso há a necessidade em se destruir as plantas tigüeras ou guaxas.

Redução de focos – De acordo com Wanderlei Guerra, apesar dos casos esporádicos de plantas vivas de soja nas lavouras de inverno no ano passado, a expectativa é de que o número de focos diminua em relação ao ano passado. “Temos notado que a adesão dos produtores [ao vazio sanitário] vem aumentando ano a ano e acho que isso pode refletir diretamente no resultado da safra”, disse, destacando a “atuação efetiva do Indea neste trabalho”.

Com a introdução do vazio sanitário – estratégia de manejo que visa reduzir a presença do fungo Phakopsora pachyrhizi, que é disseminado pelo vento – é possível diminuir a possibilidade de incidência da doença no período vegetativo e, conseqüentemente, reduzir o número de aplicações de fungicida para controle da doença.

Números – Em agosto do ano passado, ainda durante a vigência do vazio sanitário, o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) havia registrado até o final do mês cerca de 150 notificações contra produtores que não fizeram a destruição total das plantas tigüeras ou guaxas nas lavouras de soja.

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