Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,65 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 161,00 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,24 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,53 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 131,23 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,28 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,40 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.437,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 125,60 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 142,66 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 157,15 / cx
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Regras para orgânicos

Segmento pedirá ao governo prorrogação por um ano do cumprimento de instruções normativas, adiando as novas regras.

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O segmento de alimentos orgânicos enviará no começo da semana que vem uma carta ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, pedindo a prorrogação por um ano do cumprimento das instruções normativas (IN) que regulamentam o setor no País. Produtores, certificadoras e indústria argumentam que não terão tempo para adaptar-se às regras. O prazo expira no fim de dezembro.

Segundo José Pedro Santiago, presidente da Câmara Temática de Agricultura Orgânica, o adiamento é necessário devido ao atraso na aprovação das instruções normativas por parte do governo. A lei de orgânicos, sancionada em 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, só teve o decreto regulamentado em dezembro de 2007. Teoricamente, as instruções normativas – o aparato técnico para dar suporte à produção e à certificação – deveriam ser publicadas junto com o decreto. Mas isso não ocorreu, atrasando todo o trabalho de adaptação da cadeia produtiva.

“A primeira IN só foi aprovada em dezembro de 2008 e a última, em maio deste ano”, diz Santiago, que discutiu o assunto durante o segundo dia da Biofach América Latina, ontem, em São Paulo.

“A prorrogação é necessária”, diz Alexandre Harkaly, vice-presidente do Instituto Biodinâmico (IBD), uma das maiores certificadoras do País. Assim como os produtores, essas empresas também terão de seguir as novas regras, inclusive para a elaboração de seus questionários. E todas deverão ser creditadas pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), o que costuma levar meses. Se não for prorrogado o prazo de adequação, a partir de janeiro as certificadoras poderão ficar em estado “ilegal”.

A exemplo do que ocorre em mercados avançados nesse tipo de agricultura, como os EUA e a Europa, as INs servirão para padronizar a forma de produção de alimentos orgânicos no Brasil.

Com as INs, os brasileiros passarão a produzir de forma igual. Mas, antes, terão de fazer adaptações às novas regras, o que leva algum tempo. Um exemplo que está causando celeuma é o que se refere à utilização de óleo vegetal no combate à cochonilha nos citrus. Por descuido, a Câmara Técnica não incluiu esse item nas INs, impedindo, assim, a utilização do produto nas lavouras. “Não há nada de errado com o óleo vegetal, todos os países usam isso. Foi um esquecimento em meio a centenas de páginas de regulamentação”, diz Santiago. Essa e outras substâncias deverão ser incluídas no futuro.

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