Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Mercado Interno

Suíno vivo cai

Em SP, cotações decresceram 20%. Motivo principal é o menor consumo nesta época do ano, tradicional período de férias.

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Suíno vivo cai

O preço do suíno vivo em São Paulo caiu mais de 20% somente nas três primeiras semanas do mês de janeiro. É o que informa a Associação Paulista dos Criadores. O motivo é o menor consumo nesta época do ano, tradicional período de férias, além da concorrência com outros Estados.

Em uma granja em Limeira que possui oito mil animais, o ritmo de crescimento do plantel tende a diminuir. Daqui a nove meses, quando o ciclo de gestação das matrizes terminar, a produção deve ser 10% menor do que a de 2009. Para reduzir a oferta de carne no mercado, o criador Pedro Tosello também vende animais dez quilos abaixo do peso ideal, o que aumenta o custo.

“O custo da ração para animais leves é mais cara do que a ração para animais mais pesados. Embora você esteja perdendo mais, ao antecipar as vendas se obtém recursos para manter o plantel”, explica o produtor.

Parecem medidas drásticas, mas é o que é possível fazer. Ao contrário da pecuária bovina, o suinocultor não consegue restringir a oferta segurando o produto. É que na granja o porco ganha peso. Os frigoríficos oferecem preços menores quando os animais passam dos cem quilos.

Tosello conta que os preços estavam acima de R$ 50 por arroba em dezembro e caíram para R$ 45 no inicio do ano, valor que não compensa os custos de produção da granja. A Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS) registrou queda semelhante. Um dos motivos, segundo a entidade, seria a concorrência com os suínos produzidos no sul do Brasil.

“Os embutidos, os cortes nobres são provenientes do sul do país onde está a agroindústria. O mercado de São Paulo que baliza animais vivos é balizado na carcaça e a carcaça hoje se transformou em subproduto”, diz o presidente da APCS, Waldomiro Ferreira.

O setor acredita em recuperação para o segundo semestre de 2010. Além da redução na oferta de carne suína prevista este ano, a tendência é de alta no consumo interno e nas exportações. Enquanto isso, os custos de produção podem cair.

“Não é porque o milho está R$ 19 que nós podemos vender os suínos mais baratos. Não é assim. Otimismo sim, mas cautela e olhar muito o seu custo de produção, mas sem fazer besteira, porque ali na frente o mercado pode ser diferenciado”, defende Ferreira.

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