Preço do animal sobre e anima criadores de Santa Catarina. Segundo suinocultores, a perspectiva é de um bom lucro.
Reação do suíno

Criadores do oeste de Santa Catarina estão otimistas com a alta no preço pago pelo quilo do suíno vivo. Como o custo de produção não subiu, a perspectiva é de um bom lucro.
O sorriso estampado no rosto tem motivo. O criador Cláudio Rovani está confiante no futuro dos negócios, como há muito tempo não ficava. Há uma semana ele está ganhando R$ 0,10 a mais pelo quilo do suíno. “Temos uma expectativa boa para ganhar um pouco na lucratividade e pra gente investir futuramente e ampliar plantel. Estamos contentes com esses aumentos do suíno”, disse.
Na última semana o preço pago pelo quilo do suíno, de R$ 2,25, saltou para R$ 2,35. Houve um aumento de 4,5%.
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Para entender melhor esse número, há exatamente um ano, a indústria pagava pelo quilo do suíno vivo R$ 1,73. O custo de produção era praticamente o mesmo de hoje.
O produtor Edvan Zulian disse que o bom desempenho que está conseguindo obter permitiu já quitar parte das dívidas que acumulou nos tempos de crise. “Devagarzinho vamos quitando aos poucos. Ficou bastante coisa para trás, mas aos poucos vamos pagando para começar a pensar investir. Primeiro, temos que quitar o que ficou pra trás”.
Por causa da valorização internacional do preço da carne suína, mesmo tendo exportado um volume menor, as vendas externas, este ano, ultrapassaram o valor de um bilhão de reais. No acumulado do ano, o faturamento é 13% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.





















