Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,32 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,49 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 127,91 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,64 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,54 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,10 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,38 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,89 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 197,27 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,24 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.289,02 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,38 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,45 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 175,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,48 / cx
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Mercado Interno

Cultura sustentável

Agricultores e pecuaristas que empregam a produção integrada são reconhecidos e recebem apoio do governo.

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Cultura sustentável

A Produção Integrada alinha requisitos de sustentabilidade ambiental, segurança alimentar, viabilidade econômica e rastreabilidade de todas as etapas produtivas. O sistema prevê a inserção de tecnologias sustentáveis na agropecuária que propiciam a certificação dos produtos. Iniciado em 2001 pela cadeia produtiva de frutas, o processo foi ampliado para outros produtos alimentares e não alimentares de origem vegetal e animal, com a publicação, em agosto deste ano, da Instrução Normativa nº 27, que é o marco legal da Produção Integrada Agropecuária (PI Brasil).

A estimativa do Ministério da Agricultura é de que o número de agricultores e pecuaristas a aderirem voluntariamente ao processo cresça progressivamente, pois reduz significativamente o uso de defensivos. De acordo com o coordenador de Produção Integrada da Cadeia Agrícola do Ministério da Agricultura, Adilson Kososki, a técnica diminui o emprego de inseticidas e fungicidas em diversas culturas. No cultivo do café, por exemplo, o uso de herbicidas cai até 66% e no da maçã, 100%. O sistema possibilita também reduzir a aplicação de fungicidas e inseticidas na plantação de arroz irrigado e no plantio da batata. A certificação da produção integrada também favorece ganho de 100% na produtividade de batata e café e, de 50% no cultivo de maçã.

Kososki diz que o sistema pode diminuir em até 25% os custos de produção e em 28% o uso de fertilizantes. O Ministério da Agricultura já publicou normas técnicas específicas para o plantio de 16 frutas com o sistema de produção integrada: abacaxi, banana, caju, caqui, citros, coco, figo, goiaba, maçã, mamão, manga, maracujá, melão, morango, pêssego e uva. Projetos para outras 22 culturas estão sendo desenvolvidos, como amendoim, arroz, batata, café e tomate. Outros produtos, incluindo leite, mel, trigo, soja, açúcar e álcool poderão ter a chancela da PI Brasil a partir da norma editada em 2010.

A maçã foi o primeiro produto agrícola a contar com uma norma técnica específica para certificação e rastreabilidade, por exigências de importadores europeus. Países como Alemanha, Áustria, Espanha, França, Itália e Suíça vêm utilizando o sistema de produção integrada para transformação do método convencional. No Brasil, cabe ao Ministério da Agricultura fomentar a produção sustentável, difundir e transferir tecnologias, promover inovação tecnológica, boas práticas agropecuárias e o bem-estar animal, como elementos básicos para transformar as formas de cultivo atuais.

Com a adoção das boas práticas agropecuárias, a Produção Integrada proporciona a conservação do solo e da água, a racionalização do uso de agrotóxicos e insumos. Além disso, melhora a qualidade de vida e a segurança do trabalhador rural, garantindo a sanidade dos produtos originados das áreas onde a prática é aplicada.

O sistema garante ao consumidor um alimento seguro e com qualidade diferenciada ao produtor. Além disso, a diminuição no consumo de água, energia, fertilizante e agrotóxico contribui para menor impacto ao meio ambiente. “Por ser acessível para qualquer cultura, e com adesão voluntária, esse sistema abre uma oportunidade para os agricultores que queiram cultivar produtos de qualidade ou que atendam mercados exigentes quanto à sustentabilidade do processo de produção”, conclui Adilson Kososki.

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