Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 68,58 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 154,35 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 160,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,50 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,84 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,18 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,44 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,33 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,28 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 135,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 144,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 150,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 124,06 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,31 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.538,31 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.450,60 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 128,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 143,70 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 155,66 / cx
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Mercado Interno

Mercado de suínos experimenta “comportamento de manada”

Depois de altas semanais sucessivas de agosto a outubro, o mercado de suínos vivos iniciou novembro procurando acomodação para um novo patamar de oferta e demanda.

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Mercado de suínos experimenta “comportamento de manada”

Depois de altas semanais sucessivas de agosto a outubro, o mercado de suínos vivos iniciou novembro procurando acomodação para um novo patamar de oferta e demanda, e terminou o mês com grande pressão de baixa. A oferta vem crescendo desde abril, e encerrou o terceiro trimestre do ano com volume de abate 10,8% superior ao primeiro trimestre de 2014, e 4,95% superior ao terceiro trimestre de 2013. No entanto, o volume ofertado ainda é menor que a capacidade de absorção do mercado.

Pelo lado da demanda, os preços romperam o valor de R$ 100,00/@ e colocaram a carne suína em patamar muito superior ao frango, e estava claro que pela falta de fundamentos haveria um recuo. No entanto, os recuos de preços do animal vivo e da carcaça nos principais mercados a partir da terceira semana de novembro têm muito do “comportamento de manada” que se instalou com as primeiras quedas do mercado.

O “comportamento de manada” acontece quando existe incerteza e assimetria da informação. Neste caso a incerteza está em não saber até onde o preço pode recuar e a assimetria de informação existe em todos os elos da cadeia: produtores, indústrias, atacado e varejo. Na semana passada, a bolsa de Minas ao não acordar o preço entre os agentes do mercado aumentou a incerteza.

O principal efeito desse comportamento errático é a imitação entre os agentes do mercado, onde um agente de mercado imita o outro por achar que ele tem mais informação e está tomando a melhor decisão. No caso do mercado de suínos, em determinado momento alguns produtores começaram a ofertar mais que o necessário, a vender até mesmo animais que poderiam aguardar um tempo maior na granja, na expectativa de evitar perdas com novas quedas.

Ao observar este comportamento, outros produtores o fizeram, sem nem mesmo analisar se esta era a sua realidade, criando assim uma sensação de oferta maior que a realidade, derrubando ainda mais os preços e gerando uma reação em cadeia. A falta de informações claras no mercado ou a criação de falsas expectativas de novos aumentos que não se concretizaram só fizeram aumentar a incerteza.

A primeira semana de dezembro começou sem parâmetros para o mercado de suínos, e há necessidade de informação clara e amplamente divulgada sobre a realidade de oferta, demanda e preços, para tentar acalmar produtores e compradores e controlar o “comportamento de manada” que se instalou no mercado de suínos vivos.

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