Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,81 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 148,71 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 154,70 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 9,97 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,90 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,77 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 140,63 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 151,90 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 143,71 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.574,15 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.459,99 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 135,29 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,91 / cx
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Economia

O impacto da Covid-19 no mercado de energia solar

Projeção de crescimento do setor em 2020 era de 260% antes do avanço da pandemia no Brasil

O impacto da Covid-19 no mercado de energia solar

O setor de energia fotovoltaica teve uma parada abrupta em decorrência do avanço da Covid-19 pelo mundo, afetando a importação, a distribuição e a consequente expansão do mercado. Antes da pandemia, era esperado para este ano um crescimento de 260% na geração solar fotovoltaica distribuída no Brasil em comparação ao volume anual de 2019. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), que também estimava a geração de mais de 120 mil empregos no mesmo período, além de novos investimentos privados que poderiam ultrapassar a cifra de R$ 19,7 bilhões.

De acordo com Alex Magno, CEO da We Brazil Energy, rede de franquias especializada em importação e distribuição de equipamentos fotovoltaicos, todos os setores estão passando por dificuldades e o de energia fotovoltaica não é diferente, contudo sua empresa tem na criatividade sua principal aliada: “nós tínhamos uma vasta programação estabelecida com algumas fábricas quando tudo isso começou. Fomos então para home office e passamos a investir ainda mais no marketing com toda a equipe comercial focada em vendas futuras, dando condições especiais a nossos clientes e parceiros. Estamos também negociando junto aos nossos fornecedores para melhores condições de pagamento, além de desenvolver e incrementar ferramentas tecnológicas para assistência à distância aos franqueados”, ressalta.

Segundo Magno, as fábricas chinesas já têm disponibilidade de embarque, mas ainda não na velocidade que ofereciam anteriormente. “Algumas fábricas estão 95% automatizadas na produção. A retomada então é mais rápida. O que pode afetar a decisão de novos pedidos, além da disponibilidade das fábricas, é a disparada do dólar globalmente em reação aos efeitos da crise do vírus e da queda de preço do petróleo. Com isso, o preço dos equipamentos fotovoltaicos pode aumentar ou, ao menos, não sofrer a forte desaceleração prevista anteriormente”.

O gerente de engenharia da We Brazil Energy, Sílvio Carnieri, explica que o mercado de energia fotovoltaica é totalmente dependente da China, mesmo que existam fabricantes também no Brasil, nos Estados Unidos e na Alemanha. “Para que as vendas sejam viáveis e vantajosas, os custos precisam ser equilibrados. O custo da produção nacional, por exemplo, chega a ser 25% superior ao importado. Alemanha e EUA, dentre outros, poderiam suprir essa demanda, mas o custo se torna inviável para o mercado ainda mais com a alta do dólar”.

Mesmo com tais obstáculos, Magno ainda projeta expansão em 2020. “O setor sempre mostrou sua força e potencial. Mesmo em momentos de forte recessão no país, como em 2015 e 2016, por exemplo, crescemos a taxas muito elevadas, de 300% ao ano. A We Brazil Energy, em particular, cresce 800% desde o início das suas operações, em 2015. O cenário atual é desafiador, mas apostamos que há como crescer. Existe uma fortíssima demanda retraída no nosso setor – avalia Alex Magno.

Para Rodrigo Sauaia, presidente do conselho de administração da ABSOLAR, mesmo em meio a um cenário incerto de pandemia global, o setor solar fotovoltaico deverá continuar crescendo em todo o mundo, incluindo o Brasil. “O crescimento será menor do que o inicialmente projetado, não há dúvidas disso. Mas, ainda assim, o ano de 2020 deverá apresentar um resultado final positivo. Com isso, não há dúvidas de que a fonte solar fotovoltaica, se bem incorporada como parte das medidas de recuperação da economia brasileira, será um instrumento chave para alavancar e acelerar a retomada de nossa sociedade”, assegura.

A fonte solar fotovoltaica já trouxe, no total, mais de R$ 26,8 bilhões em novos investimentos privados ao Brasil e gera cerca de 130 mil empregos acumulados desde 2012.

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