Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,87 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,25 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,95 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,73 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 171,96 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 174,34 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 192,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 198,74 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 163,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 187,34 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,90 / kg
Frango - Indicador SPR$ 6,92 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.268,54 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.126,03 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 194,71 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 176,90 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 160,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,73 / cx
Biomassa

Reduzir a emissão de carbono é prioridade para a indústria do cimento

Substituição de combustíveis fósseis e a redução do clínquer no processo produtivo do cimento estão entre as iniciativas para práticas mais sustentáveis

Reduzir a emissão de carbono é prioridade para a indústria do cimento

Com o agravamento das mudanças climáticas e a escassez de recursos naturais tornou-se imprescindível para a indústria do cimento buscar meios mais sustentáveis para o processo produtivo do material, com o objetivo de reduzir a “pegada” de carbono do setor. A indústria cimenteira responde, em escala global, por cerca de 7% de toda a emissão de dióxido de carbono (CO²) e por 7% do uso de energia industrial. O alto índice é justificado pelo setor ser responsável pela substância manufaturada mais consumida no mundo, o concreto.

Uma grande quantidade (cerca de 90%) do CO² emitido na atmosfera pela indústria de cimento é resultado dos combustíveis fósseis utilizados e da produção de um dos componentes básicos do cimento, o clínquer, que é obtido pela queima da rocha calcária.

A professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenadora do Laboratório de Inovação em Cimentos Ecoeficientes (LINCE), Ana Paula Kirchheim, explica que, uma abordagem neste sentido – de reduzir as emissões de CO² – é a substituição ou redução do clínquer por materiais cimentícios suplementares. Entre as matérias-primas alternativas ao clínquer na fabricação de cimento estão resíduos de escórias siderúrgicas, cinzas de termelétricas, filer de calcário e argilas.

O cimento portland tipo CP-III, por exemplo, tem uma concentração de 75% de escória na composição, o que é superior ao clínquer convencional. E, em países como a Colômbia, Índia e Cuba, já é produzido e consumido o cimento LC3, rico em argila calcinada e calcário (a composição o LC3 utiliza 50% clínquer, 30% argila calcinada, 15% calcário e 5% gipsita). “A região Norte do Brasil é rica em argila caulinita. E já existem estudos que mostram que a argila e o calcário geram reações químicas que em algumas características de durabilidade sobressaem o cimento portland convencional”, salienta a professora da UFRGS.

O gerente de Sustentabilidade e Energia da Votorantim Cimentos, Fabio Cirilo, avalia que matérias-primas como o filer calcário e a argila calcinada são itens importantes na agenda estratégica da Votorantim, que visa aumentar a eficiência do uso de clínquer na produção do cimento. Entretanto, ressalta que outras alternativas já utilizadas para reduzir o fator clínquer, como as escórias siderúrgicas e cinzas termelétricas, devem desaparecer no longo prazo. “A Europa já declarou o fim das termelétricas até 2030 e no Brasil já há sinais de avanço no uso de energia solar e eólica, porque não há espaço para o carvão no mundo do carbono zero, além de a tendência de produção de aço com reciclagem acabar com o estoque de escórias”, comenta Cirilo.

Economia circular

A substituição de combustíveis fósseis (coque de petróleo) por biomassas como fonte de energia é outro foco da Votorantim Cimentos, segundo Cirilo, que enfatiza o objetivo da empresa de neutralizar as emissões de carbono até 2050, visando atender o acordo de Paris, firmado em 2015.

A fábrica da Votorantim na cidade de Primavera (Pará) passou a coletar o caroço do açaí para transformá-lo em biomassa, que é utilizada como combustível. São substituídas 3 mil toneladas/mês do coque de petróleo por 6 mil toneladas de caroço/mês. O resultado é a redução da utilização do combustível fóssil em 40% para a geração de energia.

“Passamos das 100 mil toneladas de caroços de açaí utilizados por ano, o que reduz em 135 mil toneladas/ano de C0² nas emissões diretas do forno. Se considerarmos a degradação da matéria orgânica (caroço) que estaria enterrada, caso não fosse reutilizada, ainda há uma redução na emissão de 230 mil toneladas/ano de gás metano na atmosfera”, explica Cirilo.

Indústria de baixo carbono é o futuro

Para a professora Ana Paula, no sentido de repensar as matérias-primas, o potencial da participação da pesquisa acadêmica na evolução da indústria do cimento ainda deve ser mais explorado. “A academia está desenvolvendo inúmeros estudos que visam entender questões sobre a influência do coprocessamento de resíduos na química do clínquer e como isso deve impactar o produto final e também o uso de matérias-primas como a argila”, comenta a professora.

Outro ponto destacado por ela é que políticas públicas deveriam estar alinhadas com as estratégias de sustentabilidade das empresas. “Há vários países que concedem benefícios fiscais para quem não usa o cimento tradicional, produzindo materiais com resíduos que promovem menor impacto ambiental”. Sobre os fatores econômicos envolvidos na questão sustentável, o gerente de Sustentabilidade e Energia na Votorantim Cimentos alerta que o risco climático afetou o olhar do mercado financeiro. “Por mais que custe caro fazer a transição para práticas mais sustentáveis, acredito que não há outra opção. Porque será infinitamente mais caro não fazer”, finaliza Cirilo.

Assuntos Relacionados biomassa
Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 70,45
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 122,87
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 129,25
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 9,95
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,93
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,73
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,63
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,51
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,74
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 171,96
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 174,34
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 192,24
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 198,74
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 163,94
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 187,34
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 6,90
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 6,92
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.268,54
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.126,03
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 194,71
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 176,90
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 160,52
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 179,73
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341