Veja as propriedades do sorgo, enquanto substituto do milho na alimentação animal.
Sorgo pode substituir o milho?
No Brasil, durante a safra de 2001/2002, foram produzidas 850 mil toneladas sorgo granífero, distribuídos nas diferentes regiões do país que, comparada à produção de milho de 37,9 milhões de toneladas no mesmo período, mostra que o cultivo do sorgo ainda é pequeno no solo brasileiro. Os principais produtores de sorgo encontram-se na região Centro-Oeste (57,97%) e tem sua maior concentração nos meses de julho e agosto.
Seria necessário um maior estímulo à sua produção, mas é o ingrediente alternativo com maior disponibilidade. Seu perfil nutricional está em torno de 95% em relação ao milho. A sua digestibilidade é ligeiramente reduzida em caso de ausência de processamento térmico, pois seu teor de amido está intimamente associado à proteína. O que mais preocupa com o uso do sorgo é o seu conteúdo em taninos, com propriedades dos aminoácidos em até 10% da matéria seca.
Leia também no Agrimídia:
- •Produtividade sustentou o agro por 25 anos, mas crédito caro deixou o setor exposto após a pandemia, aponta Cepea
- •ABCS e ABEGS apresentam pautas sanitárias da suinocultura ao novo diretor do departamento de Saúde Animal
- •Paraná deve colher 22,75 milhões de toneladas de soja em 2026/27, estima Deral
- •Mercado de frango segue sem impacto dos novos focos de Newcastle em SC
Uma das características do sorgo é ser mais resistente à seca que o milho, sendo este um fator importante, pois a cultura pode ser implantada em regiões com baixa pluviosidade. Existe uma grande variedade de cultivares de sorgo as quais podem apresentar grãos com características químicas e biológicas diferentes. Embora o país não seja um grande produtor de sorgo, esse cereal poderá vir a se tornar um excelente substituto para o milho nas rações animais, tanto pelas suas características nutricionais como pela menor exigência da cultura quanto a solo e clima e pelo menor preço de compra.






















