Pesquisa mostra que agricultores americanos confiam na biotecnologia.
Biotecnologia
Redação AI – 20/02/2001 – Resultados anunciados na primeira semana de fevereiro de pesquisa realizada em novembro de 2000, entre os agricultores norte-americanos, confirmam que eles confiam na biotecnologia e, em 2001, cultivarão mais plantas geneticamente modificadas que em 2000. Participaram da pesquisa, organizada pelo Conselho de Informações de Biotecnologia (CBI), 13 das maiores organizações agrícolas nacionais dos Estados Unidos.
“Os agricultores americanos reconhecem os benefícios das plantas geneticamente modificadas não apenas para a agricultura, mas também para os consumidores”, afirmou Lee Klein, fazendeiro do estado de Nebraska que preside a Associação Nacional dos Produtores de Milho dos EUA. “Por exemplo, o algodão e o milho do tipo Bt, geneticamente modificados para se tornarem resistentes a pragas, trazem um enorme benefício ambiental, já que os agricultores precisam aplicar muito menos agroquímicos para manter suas lavouras saudáveis”, acrescentou Klein.
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Pela pesquisa, 45% dos agricultores norte-americanos afirmaram que continuarão cultivando em 2001 quantidade igual ou maior que a cultivada em 2000, o que mostra que, apesar de críticas que os produtos geneticamente modificados sofrem em alguns países da Europa, os produtores mantêm a confiança na biotecnolgoia aplicada à agricultura. Para Donna Winters, fazendeira de Lake Providence, estado da Louisiana, “produtos como o algodão Bt nos permitem aplicar menos pesticidas, o que traz muitos benefícios para as plantas e o meio ambiente”.
A afirmação a produtora americana é confirmada por dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontam que o plantio de algodão geneticamente modificado naquele país aumentou de 13% da área total cultivada em 1996 para 70% em 2000.





















