A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento está utilizando a tecnologia do GPS (Sistema de Posicionamento Global por Satélite) para cadastrar todas as propriedades com exploração de aves no Paraná.
Paraná vai usar sistema de satélite para cadastrar produção de aves
Redação (29/03/07) – A medida é uma exigência do Ministério da Agricultura para os Estados que aderirem à regionalização sanitária ao Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA), para prevenção de doenças como a Influenza Aviária e a doença de Newcastle.
O Paraná é o primeiro produtor de aves de corte, com uma produção de 1,03 bilhão de cabeças no ano passado, que correspondeu a 30,9% da produção nacional. Essa liderança foi responsável pelo ingresso de R$ 3,2 bilhões em divisas no País. A importância econômica determina esta modernização do setor avícola, evitando os reflexos nefastos em todo o segmento agropecuário caso haja suspeita de doença infecto-contagiosa no plantel.
O Departamento de Fiscalização Sanitária (Defis), encarregado de fazer o georreferenciamento do setor, já cadastrou cerca de 1.500 dos 2.000 estabelecimentos avícolas não-industriais existentes no Estado. A iniciativa privada se responsabilizou pelo georreferenciamento das unidades industriais, estimadas em aproximadamente 8,5 mil estabelecimentos.
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O georreferenciamento foi aplicado a todos os estabelecimentos avícolas acima de 100 aves, com objetivos comerciais como a criação de aves de corte e postura, aves ornamentais, aves exóticas, de criação colonial inclusive não-industriais (galinha caipira). O cadastro é a primeira medida para implantação da regionalização do sistema avícola no País, explicou o médico veterinário Odilon Douat Baptista Filho, chefe da área de Sanidade Avícola na Secretaria. Segundo ele, a premissa básica para a regionalização é o conhecimento completo de todo o plantel e dos estabelecimentos avícolas existentes no Estado. "Temos que conhecer o máximo do setor para adotarmos soluções estratégicas", justificou.





















