Projeto pode trazer benefícios para pesquisa.
Unioeste desenvolve tecnologia para a suinocultura
Redação (11/07/2008)- Um grupo de pesquisadores do curso de Zootecnia da Universidade Estadual do Oeste Paraná (Unioeste), Campus de Marechal Cândido Rondon, está testando um equipamento inédito, desenvolvido pelo professor Vladimir de Oliveira. Os estudos e a avaliação de resultados estão sob a responsabilidade de Vanessa Piovesan, mestranda em Nutrição de Monogástricos do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia da Unioeste, e de William Rui Wesendorck, acadêmico do 4º ano do curso. Segundo eles, o projeto pode trazer inúmeros benefícios para a área de pesquisa com suínos, especialmente com leitões.
Os alimentos e rações usados para leitões devem ser de excelente qualidade para evitar prejuízos ao desempenho do animal. Segundo o professor Vladimir, uma das maneiras de estudar alimentos e rações é por meio de experimentos chamados de ensaios de metabolismo. “Neste tipo de estudo é fornecida aos leitões certa quantidade do produto a ser avaliado, coletando-se toda a urina e fezes produzidas durante o período de alimentação”, explica.
De acordo com Vladimir, tais estudos são difíceis de serem conduzidos com os equipamentos atualmente disponíveis, porque os suínos não se adaptam às condições experimentais. “Em muitos casos as soluções encontradas geram outras dificuldades, como a redução da precisão experimental, em virtude da maior variação nos dados obtidos e a necessidade de maior número de animais para os estudos”, afirma.
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O equipamento desenvolvido elimina muitas dessas dificuldades. Permite que mais estudos com leitões sejam feitos dentro da Universidade e também em outras instituições do País. “Iniciamos uma série de projetos de avaliação do novo equipamento e, se necessário, vamos aperfeiçoá-lo, para, posteriormente buscarmos financiamento público ou privado para a continuidade das pesquisas”, disse.
Segundo Vladimir de Oliveira, a execução do projeto até neste nível só foi possível porque uma empresa metalúrgica de Marechal Cândido Rondon investiu no projeto. “Mas estamos confiantes na participação de outros setores neste importante projeto de pesquisa”, afirmou.





















