Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Saúde Animal

Som da artrite

Trabalho realizado pela Esalq identificou a ocorrência de artrite em leitões por meio da vocalização emitida por eles.

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A  expressão sonora emitida por suínos em fase de maternidade pode sinalizar a presença de determinadas patologias nos animais. Partindo desse princípio, um trabalho realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), identificou a ocorrência de artrite em leitões por meio da vocalização emitida por eles.

Por mostrar o potencial dessa técnica não-invasiva para a identificação de doenças e para a aplicação em estratégias de manejo de animais para produção comercial, o estudo ganhou o Prêmio Destaque de Inovação Zootec 2009, na área de Bioclimatologia-Ambiência-Etologia. A premiação ocorreu em Águas de Lindóia (SP), em maio, durante o congresso Zootec 2009, promovido pela Associação Brasileira de Zootecnistas (ABZ).

O trabalho foi realizado pela médica veterinária Natália Risi, que cursa o mestrado sob a orientação da professora Késia Oliveira da Silva, do departamento de Engenharia Rural. A professora integra o Núcleo de Pesquisa em Ambiência (Nupea), da Esalq, que se dedica a estudos voltados para o bem-estar animal.

A professora teve apoio da FAPESP, na modalidade auxílio a pesquisa, para o projeto “Desenvolvimento de metodologia para avaliar o efeito acústico do ambiente no bem-estar dos suínos”. Natália teve bolsa de treinamento da FAPESP ligada ao uso de vocalização para identificar doenças em suínos.

Segundo Natália, o problema da artrite em suínos é pouco abordado em pesquisas por causar baixa mortalidade, de 6,4%, segundo a literatura. A maior parte da mortalidade entre os leitões, segundo ela, é causada por esmagamento pelas mães.

“Entretanto, quem trabalha em campo sabe que a artrite propicia alto grau de debilidade, fazendo com que o leitão deixe de se alimentar, entre em um quadro de dor severa e passe a não competir pelo peito da mãe. Os animais nessas condições têm baixo ganho de peso e são tratados como refugo, são segregados e acabam morrendo”, disse Natália à Agência FAPESP.

De acordo com ela, a artrite pode ser diagnosticada clinicamente, mas para isso seria preciso avaliar os animais um a um com testes laboratoriais, o que é praticamente inviável em sistemas de produção de médio e grande porte. “O uso da vocalização para identificar a doença tem a vantagem de ser um método não-invasivo e que pode ser usado em grande escala”, disse.

O uso da vocalização para identificar a artrite, segundo Natália, abre uma linha de pesquisa que eventualmente pode ser aplicável a outras patologias. “O trabalho poderá servir como referência para pesquisadores que se interessem pela ligação entre vocalização e patologias”, afirmou.

A veterinária avaliou suínos de uma granja, realizando coleta de expressão sonora dos animais saudáveis e com artrite. A partir desse material, trabalhou com sistemas de inteligência artificial para classificar as vocalizações.

“Usamos equações matemáticas capazes de captar o sinal bruto, que é a vocalização, processando-o numericamente e fornecendo suas frequências. Depois trabalhamos com uma rede neural classificatória para o reconhecimento dos padrões. Com isso, tivemos uma eficiência de 89% na identificação dos animais doentes”, explicou.

O objetivo do prêmio era reconhecer os trabalhos que apresentassem potencial para incorporação no melhoramento de tecnologias, processos, serviços e práticas nos diversos campos que envolvem a produção animal com a garantia de que esses trabalhos possam contribuir de forma significativa para a zootecnia.

“Trata-se de uma linha de pesquisa muito recente, principalmente no Brasil. Existem poucos grupos de pesquisa voltados para o estudo dessa capacidade do animal e é um reconhecimento muito grande ter recebido o prêmio. Dentro dos sistemas de automação da produção, a vocalização é uma ferramenta com grande potencial de implantação para os próximos dez anos”, declarou.

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