Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,25 / kg
Soja - Indicador PR R$ 154,95 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 162,02 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,58 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,69 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,76 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.509,74 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.385,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 161,30 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 135,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Pesquisa

Edição de genoma produz suínos resistentes a vírus fatal

Animais se tornaram resistentes a vírus que provoca a síndrome reprodutiva e respiratória suína. Doença custa US$ 1,6 bilhão por ano a criadores europeus

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Edição de genoma produz suínos resistentes a vírus fatal

Uma técnica de edição de genoma produziu suínos que poderiam ser resistentes a um vírus que infecta os porcos que é frequentemente fatal e custa aos criadores europeus US$ 1,6 bilhão por ano, disseram pesquisadores nesta quinta-feira (23/02).

O processo consiste em cortar uma pequena parte do DNA dos animais, usando um método conhecido como CRISPR/Cas9, de acordo com o estudo publicado na revista “PLOS Pathogens”.

Testes com células dos suínos em laboratório mostraram uma resistência completa a dois subtipos principais dos vírus que levam à síndrome reprodutiva e respiratória suína (PRRS), uma doença que pode causar pneumonia em porcos jovens e morte fetal em porcas grávidas.

“Testes de laboratório com células de suínos com o gene CD163 modificado confirmaram que esta mudança no DNA do porco bloqueia a capacidade do vírus de causar infecção”, disse o estudo, liderado pelo Instituto Roslin da Universidade de Edimburgo.

O próximo passo é expor os porcos cujos genes foram editados ao vírus, para ver se ficam doentes. “A edição de genoma oferece oportunidades para aumentar a segurança alimentar, ao reduzir o desperdício e as perdas por doenças infecciosas, assim como para melhorar o bem-estar animal”, disse o pesquisador Alan Archibald, do Instituto Roslin.

O novo estudo é diferente de pesquisas anteriores que removeram o CD163, porque elimina apenas a seção do gene que interage com o vírus da PRRS.

De acordo com Ian Jones, professor de virologia na Universidade de Reading, a abordagem é uma forma “interessante” de combater um vírus para o qual não existe vacina.

“Os autores removeram parte do receptor do vírus, a porta celular que o vírus usa para iniciar a infecção. Se o vírus não pode entrar, então a doença é prevenida”, disse Jones, que não esteve envolvido no estudo.

“As desvantagens dessa abordagem são que todo o estoque comercial teria de ser criado para incluir essa mutação, o que exige tempo e aceitação do público, e sempre há a preocupação de que o vírus da PRRS mude para usar um receptor diferente e assim ganhar acesso por uma ‘porta de trás'”.
 
Outros estudos devem “ajudar a resolver se isso é provável ou não”, acrescentou.
 

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