Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,80 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,25 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,06 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,17 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,84 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,64 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,59 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 157,53 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 165,50 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 183,67 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,62 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.161,04 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.069,52 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 173,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 155,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 159,18 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 164,77 / cx
Estudo

Prevenção rende até oito vezes mais que controle em granjas de alta densidade

Estudo demonstra que investir em biosseguridade gera retornos econômicos consistentes em frangos de corte, postura comercial e suinocultura de terminação

Prevenção rende até oito vezes mais que controle em granjas de alta densidade

A adoção de medidas de prevenção em sistemas de produção animal de alta densidade pode gerar retornos econômicos muito superiores aos obtidos com ações de controle reativo. É o que demonstra o estudo ampliado “Prevenção vs. Controle em Granjas de Alta Densidade – Índice Custo x Benefício (2025)”, elaborado pela epidemiologista Masaio Mizuno Ishizuka, professora titular emérita da FMVZ-USP. O trabalho reforça que biosseguridade, manejo preventivo e vacinação são investimentos — enquanto o controle após o surgimento de doenças representa, majoritariamente, despesas.

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Segundo o estudo, ambientes de alta densidade elevam drasticamente a pressão de infecção, criando condições ideais para rápida disseminação de agentes respiratórios e entéricos. Quando a doença já circula, a resposta corretiva tende a ser limitada, pouco eficiente e capaz apenas de reduzir prejuízos, sem recuperar totalmente o desempenho.

Os índices de custo-benefício (ICB) apresentados na análise deixam clara essa diferença. Em frangos de corte, por exemplo, a prevenção apresenta razão benefício/custo entre 3:1 e 8:1, enquanto o controle reativo fica limitado a 0,7:1 a 1,5:1. Na postura comercial, a prevenção retorna entre 2 e 6 vezes o valor investido, contra 0,6 a 1,3 quando as medidas são adotadas apenas após surtos. Na suinocultura de terminação, o investimento preventivo gera ICB entre 1,5 e 4, ao passo que o controle apresenta resultados bem mais modestos, variando de 0,6 a 1,2.

O estudo também destaca que, em sistemas intensivos, o ambiente se torna reservatório de patógenos, e intervenções tardias perdem eficácia. A manutenção de um R₀ abaixo de 1 — parâmetro fundamental para evitar a propagação — só é possível com enfoque preventivo consistente e contínuo.

Ao comparar diferentes sistemas produtivos, a autora conclui que medidas preventivas exigem menor desembolso relativo, reduzem mortalidade, minimizam perdas de desempenho, diminuem condenações e preservam a relação com o mercado consumidor. Já a abordagem reativa envolve maior uso de antimicrobianos, tratamentos emergenciais e perdas muitas vezes irreversíveis.

Com base em bibliografia internacional e nacional, o levantamento reforça que a prevenção é, além de mais eficiente em termos sanitários, a prática economicamente mais inteligente em ambientes de alta densidade — e que a adoção de programas estruturados de biosseguridade deve ser prioridade estratégica para aves e suínos.

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