Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,21 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,33 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 186,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 201,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,74 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,04 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.203,09 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.085,53 / t
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Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
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Sanidade

Combate à clandestinidade

Bahia quer sensibilidar sua população para combater o abate clandestino de animais. Manejo inadequado da carne sinaliza perigo às pessoas.

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Sensibilizar a população para o perigo de consumo de carne abatida clandestinamente é uma das metas da Secretaria da Agricultura da Bahia, Seagri, que através da Agência de Defesa Agropecuária, Adab, desenvolve ações de educação sanitária em todo o Estado.
   
Essa foi uma das colocações feitas pelo secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, ao participar na manhã desta quinta-feira, no plenário da Assembléia Legislativa da Bahia, da sessão especial convocada pelo deputado Mário Negromonte Júnior para debater questões relacionadas à cadeia produtiva da carne. Salles parabenizou e elogiou a iniciativa do deputado, destacando a importância do debate para que as ações de combate ao abate clandestino sejam ampliadas.
   
“O abate clandestino é resquício da cultura que prevaleceu por muito tempo na zona rural, e a educação sanitária é uma das ferramentas que nós temos para mudar essa realidade”, disse o deputado, anunciando que pretende envolver outras secretarias no debate, a exemplo das pastas da Saúde e da Educação, com o objetivo de prevenir doenças relacionadas à carne, e conscientizar os estudantes sobre a carne clandestina e a carne legalizada.
   
“O Estado não consegue ter um policial em cada esquina para enfrentar a violência, e nós não conseguimos também colocar um fiscal agropecuário em cada zona rural para impedir o abate clandestino”, comparou o secretário, destacando a importância da educação sanitária e a participação da sociedade. “A população precisa se conscientizar do risco que representa para a saúde o consumo de carne oriunda do abate clandestino”, disse, lembrando a necessidade de ações conjuntas do Ministério Público e vigilância sanitária das prefeituras municipais.
 
Ações pioneiras
 
Mas, conforme ele ressaltou, as ações do governo através da Seagri/Adab não se resumem na educação sanitária. “A Bahia saiu na frente buscando soluções para esta questão, que está presente em todo o País”, afirmou, lembrando que a secretaria/Adab implementou um projeto de descentralização do abate e desenvolveu uma planta modelo de frigorífico abatedouro, com capacidade para 30/100 animais/dia”.
  
“Dizia-se que não era possível construir um abatedouro com menos de R$ 8 milhões. Nós provamos que podemos construir com cerca de R$ 2 milhões, e a planta que desenvolvemos tornou-se referência nacional, aprovada pelo Ministério da Agricultura”, informou.
   
O secretário lembrou que a Bahia conta hoje com 30 frigoríficos, e mais 23 estão em processo de construção, (uns em processo de licitação, outros já em fase de conclusão), afirmando contudo que não é possível ter um abatedouro em cada um dos 417 municípios. Mas ele assegurou que “onde a iniciativa privada não demonstrar interesse, o Estado estará presente”.
   
Fechando a estruturação da cadeia da carne, a Seagri, através da Adab, lançou, no início do mês de outubro último, o projeto de entrepostos frigoríficos, dando sustentabilidade ao setor, e criando condições para que a fiscalização seja mais efetiva.
  
Os entrepostos frigoríficos são estruturas modulares, com capacidade para 30, 50 e 100 carcaças, que serão instaladas junto aos centros comerciais dos municípios, onde funcionam boxes para comercialização de carnes. As carcaças saem dos frigoríficos e vão para os entrepostos, dotados de equipamentos em inox, onde será feira a desossa pelos marchantes e açougueiros, com todo cuidado e higiene. Depois de trabalhada no entreposto, a carne é levada para os balcões frigoríficos instalados nos boxes dos centros comerciais, equipados com serrafita e balança, formando um módulo que dá a concepção final à cadeia da carne. Isso garante a segurança alimentar a toda a população, que não correrá o risco de sofrer com doenças.
   
Salles explicou aos parlamentares e dezenas de convidados à sessão especial que “este é um projeto estruturante, lançado de forma pioneira no Brasil, dando seqüencia ao projeto de descentralização do abate na Bahia”.
   
O diretor geral da Adab, Paulo Emílio Torres apresentou os detalhes do projeto de Entrepostos Frigoríficos Modulares, destacando sua importância estratégica. Ele afirmou que “nos últimos anos, a Bahia tem promovido alterações significativas nas relações entre os elos do setor, gerando melhorias na qualidade da carne e subprodutos comercializados, e fomentando a saúde pública em todo o Estado”, declarou.
   
O presidente do Sindicato da Indústria de Carne e Derivados do Estado da Bahia (Sincar), reconheceu a importância das ações do governo do Estado, e afirmou que “sessões como essa são importantes para mostrar que estamos de mãos dadas. Nossos frigoríficos prestam serviços às comunidades, pois cedemos nosso espaço para os pequenos abates”, declarou.

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