Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 65,64 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 152,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 158,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,81 / kg
Suíno - Estadual MG ↓ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,98 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,90 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 130,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,46 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 139,79 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 121,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 133,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,22 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.569,82 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.482,17 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 133,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,67 / cx
Sanidade

Brasil apresentará, no Uruguai, pesquisa propondo eliminar a vacinação contra a febre aftosa

A referida pesquisa, cuja tabulação foi encerrada em Março, aponta que mais de 90% dos pesquisados desejam o fim progressivo da vacinação dos plantéis nacionais até 2020.

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Brasil apresentará, no Uruguai, pesquisa propondo eliminar a vacinação contra a febre aftosa

O presidente do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa–GIEFA, Sebastião Guedes, viaja nesta semana para Punta del Este (Uruguai) para participar do encontro  da Comissão Sulamericana de Luta contra a Febre Aftosa. Entre os dias 7 e 8, os líderes dos criadores e autoridades sanitárias do continente irão avaliar os atuais índices de incidência da aftosa nos principais países detentores de rebanhos bovinos da América do Sul.

Na oportunidade, Guedes, que também é o vice-presidente do CNPC – Conselho Nacional da Pecuária de Corte, vai apresentar uma pesquisa iniciada em novembro último durante o fórum “2020 – O Futuro do Brasil sem Aftosa”, realizado em São Paulo com a presença de quase uma centena de representativas entidades da agropecuária brasileira e de lideranças do setor privado do Paraguai e Bolívia.

A referida pesquisa, cuja tabulação foi encerrada em Março, aponta que mais de 90% dos pesquisados desejam o fim progressivo da vacinação dos plantéis nacionais até 2020, pois consideram que a aftosa já está praticamente erradicada na maior parte do País e que, sem a vacinação, os pecuaristas poderão expandir as receitas com seus rebanhos e fazer com que se tornem mais competitivos no mercado mundial de carne bovina  no chamado “segmento ou circuito  não-aftósico”. Atualmente, o Brasil não participa desse mercado, hoje avaliado em U$ 12 bilhões, devido à insegurança dos países importadores – como Japão, Coréia do Sul, Singapura, México, Estados Unidos e Canadá entre outros – que não compram carne resfriada ou congelada de países que ainda usam a vacinação, pois têm dúvidas sobre a ocorrência  da aftosa no gado vacinado.

O Brasil pode seguramente ampliar a área livre de aftosa sem vacinação, pois 84% do nosso rebanho estão em estados de 10 a 22 anos sem ocorrência de focos. A vacinação pode ser retirada principalmente por áreas dos circuitos pecuários ou por redução em faixas etárias dos rebanhos. A expansão da área sem vacinação deverá também ampliar as exportações de carne suína para atraentes mercados importadores, onde o Japão ocupa grande destaque.

Pesquisas conduzidas pelo PANAFTOSA demonstram ausência de circulação viral no nosso continente. Para Guedes, hoje, a maior preocupação do setor pecuário é com a brucelose, raiva bovina, clostridioses   e outras doenças infecto contagiosas, e bem menos com a aftosa.

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