Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 67,23 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,20 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 155,67 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,34 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,63 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,59 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 140,65 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 144,70 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.526,89 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.459,09 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,30 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Saúde

Bactéria letal é encontrada em fruta e tira suspeita de ovos e aves

Se você pensa que a salmonela vem apenas de ovos e aves, pense novamente. Nos Estados Unidos, a maioria dos surtos da doença nos últimos dez anos teve origem em frutas e verduras

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Bactéria letal é encontrada em fruta e tira suspeita de ovos e aves

Um novo surto de salmonela nos Estados Unidos – provocado por um tipo letal da bactéria encontrada em cargas de mamão papaya (do tipo Maradal) vindas do México – é o exemplo mais recente do risco de contaminação de frutas e verduras frescas, e não pelos habituais suspeitos: ovos e frango.

Segundo pesquisas sobre surtos de salmonela do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, a maioria dos casos desde 2006 está ligada ao consumo de produtos crus. Durante o período, houve aproximadamente 30 diferentes surtos de salmonela ligados a frutas, vegetais, nozes e derivados. Ao mesmo tempo, foram 20 casos relacionados ao consumo de carnes, aves, ovos e produtos similares.

Além disso, um levantamento do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) mostra que, de 1996 a 2010, foram relatados 131 surtos relacionados a produtos frescos, resultando em 14.350 casos confirmados, com 1.382 pessoas hospitalizadas e 34 mortes. Esses casos estavam associados ao consumo de aproximadamente 20 diferentes tipos de produtos .

Entre os surtos que tiveram resultados letais, um deles, em 2015 , estava ligado ao consumo de pepinos mexicanos, resultando em seis mortes. Outro surto foi relacionado à pasta de amendoim, e aconteceu entre 2008 e 2009, levando à morte nove pessoas. Como resultado, um produtor de amendoim do estado da Geórgia acabou condenado a 28 anos de prisão.

A bactéria encontrada no mamão papaya já levou uma pessoa à morte na cidade de Nova York, com 47 pessoas infectadas em 12 estados e dezenas de hospitalizações, segundo o CDC. O órgão recomendou aos consumidores não comerem, aos restaurantes não servirem e aos varejistas não venderem a fruta do tipo Maradol com origem no México.

Especialistas em segurança alimentar afirmam que o aparecimento de surtos de salmonela relacionados à produção de alimentos reflete duas forças opostas da sociedade norte-americana: consumidores que desejam comer alimentos mais saudáveis e a aversão da agricultura comunitária por regras que elevam os custos.

Durante vários anos, os cidadãos dos Estados Unidos foram aconselhados a comerem mais frutas e vegetais. Se por um lado há evidências de que parte deles tem seguido a sugestão, também há dados que mostra uma parcela da população que vem ignorando o conselho. Mas o fato é que aqueles que vêm consumindo mais frutas e vegetais frequentemente ingerem o produto cru, para obter ao máximo as vantagens nutricionais do alimento.

“Quando frutas e vegetais estão contaminados com salmonela, os consumidores podem ser contaminados ao mastigar o produto fresco”, afirma Francisco Diez-Gonzalez, professor e diretor do Centro de Segurança Alimentar da Universidade da Georgia. Lavar o produto não vai adiantar, segundo o professor. Ele explica que a única forma de destruir a salmonela é o cozimento: “A bactéria morre segundos após a temperatura acima de 71º graus”.

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