Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,24 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 147,67 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,90 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,25 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,31 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,46 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,66 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,58 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,62 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,07 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 143,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 150,64 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 162,44 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 131,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,79 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,40 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.538,46 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.454,59 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 154,26 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 135,63 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Vacina genética – por Coriolano Xavier

A globalização da suinocultura e o aumento da densidade de povoamento das granjas facilitam a intensa circulação de vírus, elevando o risco sanitário dos sistemas de produção

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Vacina genética – por Coriolano Xavier

.Desde 2015, fala-se sobre o avanço rápido do uso de tecnologias de edição de genes em programas de melhoramento genético de suínos, voltados à resistência a doenças. Agora, se tem notícia do nascimento da primeira leitegada com resistência à Síndrome Reprodutiva e Respiratória dos Suínos (PRRS), doença virótica que, só na suinocultura norte-americana, provoca um impacto negativo de mais de US$ 1 bilhão/ano, entre perdas produtivas e custos terapêuticos.

Aconteceu em 19 de setembro último, em uma granja produtora de material genético, nos Estados Unidos. São 13 leitões hereditariamente imunes à PRRS, descendentes de fêmeas em que essa imunidade foi incorporada por meio da edição de genes. É a primeira vez que se tem esse tipo de acontecimento na indústria da carne e, talvez, a história venha a registrar este fato como um novo capítulo na evolução da produção de proteína animal.

Por traz desse salto está a sinergia entre conhecimento acadêmico de excelência e experiência empresarial madura no mercado global – um modelo de negócios que tem a cara do século 21. No caso, Universidade de Minnesotta e Genus/PIC, ambas norte-americanas e com um passado meio que já habituado a abrir horizontes em genética e produção suína. Nessa perspectiva, a nova tecnologia deve gerar expectativas grandes para a biossegurança das granjas e, agora, terá que se provar confiável e sustentável.

Hoje, a globalização da suinocultura e o aumento da densidade de povoamento das granjas facilitam a intensa circulação de vírus, elevando o risco sanitário dos sistemas de produção. A PRRS não está presente no Brasil, mas já chegou perto, com ocorrência recente registrada no vizinho Uruguai. A doença ocorre principalmente na América do Norte, também em áreas da Europa, e pode causar estragos nos plantéis: abortos, natimortos e problemas respiratórios em leitões até a terminação.

A chegada da resistência genética à PRRS não quer dizer disponibilidade comercial imediata de animais com essa característica, para o suinocultor. A palavra agora está com os órgãos regulatórios dos Estados Unidos e de outros países, verificando as evidências de que o traço de resistência à doença revela-se eficaz, hereditário e sem interferências na segurança e no perfil nutricional da carne suína. Se tudo acontecer como preveem seus criadores, em alguns anos o porco imunizado pode estar no mercado.

É a força da ciência para sacudir conceitos e paradigmas. Informação genética aplicada contra doenças para o organismo se defender. Muda o desenho genético do suíno, muda a tecnologia protagonista de melhoramento e mudam as possibilidades. Talvez, seja até possível começar a imaginar a edição de genes acelerando a conquista de outras resistências a doenças, ou então de avanços da mesma grandeza em outros fatores essenciais para a eficiência de produção de carne. Afinal, essa, por assim dizer, “vacina genética” é uma das tecnologias emergentes destacadas pelo Fórum Econômico Mundial, de 2017. 

 

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