Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,62 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,26 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,52 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,94 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,13 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,32 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,62 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,81 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,70 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 145,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 124,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,51 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,31 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.532,17 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,84 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 156,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 127,83 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Sanidade

Revista Avicultura Industrial: O impacto global da Influenza Aviária

O universo da avicultura comercial continua em estado de alerta por causa dos surtos de influenza aviária, doença infecciosa altamente transmissível e prejudicial causada pelo vírus H5N1, que já tem…
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Revista Avicultura Industrial: O impacto global da Influenza Aviária

O universo da avicultura comercial continua em estado de alerta por causa dos surtos de influenza aviária, doença infecciosa altamente transmissível e prejudicial causada pelo vírus H5N1, que já tem uma variação, o H5N9. O cenário preocupante deve-se aos prejuízos causados em várias frentes, desde a morte de aves – nos Estados Unidos já foram abatidas 154 milhões e, no Japão, 5,4 milhões –, com a consequente redução no fornecimento de alimentos, até um congelamento na expansão dos negócios de frangos e ovos.

Conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), já chega a 35 o número de países com casos ativos de influenza aviária. O pior cenário relacionado à doença ocorre nos Estados Unidos, que, de acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), teve 278 surtos do vírus da influenza aviária em aves silvestres, comerciais e de quintal notificados à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) no ano passado.

Na avicultura comercial, grande parte dos surtos foram registrados no segmento de postura. E o impacto no mercado de ovos é espantoso, segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin. “Já se vê roubo de cargas de ovos nos Estados Unidos. Há racionamento nos supermercados e inflação nos preços – a dúzia de ovos, que custava em torno de dois dólares, já é vendida a oito dólares”, disse o dirigente. “O avanço da doença acaba gerando ações de contenção no setor, diminuindo o ímpeto das empresas. Onde há surtos da doença no mercado internacional, quem produz evita aumentar sua performance com receio de ampliar também os riscos de contaminação.”

ROTAS DE TRANSMISSÃO

Não é por acaso que os surtos de influenza aviária estão concentrados no hemisfério norte. Conforme a médica veterinária e professora titular emérita de epidemiologia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP), Masaio Mizumo Ishizuka, o ponto de origem do vírus causador da doença está na Sibéria, próximo ao Alasca. “E em vários seres aquáticos invertebrados que servem como hospedeiros, mas não voam”, afirmou a especialista. Masaio cita espécies como o lagostim, o pulgão-do-mar e até o caranguejo.

Em seu estudo sobre “Epidemiologia e profilaxia da influenza aviária”, a veterinária explica que o habitat natural do vírus está em águas oceânicas abertas, em um ambiente chamado de bentônico e habitado por seres planctônicos e nectônicos. As aves migratórias integram este segundo grupo. E é aí que começa a dispersão da doença pelo mundo. Como as rotas de migração desses pássaros estão distribuídas mais pelo hemisfério norte, é nessa parte do planeta que a contaminação acontece com mais intensidade. “O vírus é muito ousado, ele se aproveita das aves migratórias”, afirmou Masaio. De acordo com a veterinária, essas aves traçam rotas a partir da Sibéria em direção ao Alasca e à Groenlândia. Os pássaros se alimentam o suficiente para passarem até três semanas sem precisar comer novamente. “As aves têm estratégias para economizar energia durante a viagem, voam com suas asas apoiadas nas das outras e mudam de posição para não se cansarem tanto.”

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