Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,27 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,69 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 152,41 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,48 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,02 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 129,09 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 131,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 141,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 143,17 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,98 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,27 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,32 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,33 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,21 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Bastam US$ 10 milhões/ano para derrotar aftosa

Os pontos críticos da febre aftosa no continente, segundo os técnicos, estão localizados na região do Chaco (áreas da Argentina, Bolívia e Paraguai), nas fronteiras do Brasil com o norte da Bolívia e o nordeste do Paraguai, na Venezuela e no Equador.

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Redação SI (09/05/06)- Não é preciso muito. Bastam US$ 10 milhões/ano investidos em projetos direcionados aos pontos quentes da febre aftosa na América do Sul, para erradicar de vez a doença do continente no prazo de cinco anos.

O diagnóstico é de Sebastião Guedes, presidente do Grupo Interamericano para Erradicação da Febre Aftosa (Giefa), parceria entre órgãos públicos e a iniciativa privada, criado em Houston (EUA) há dois anos e que já conta com a participação de 11 países da América do Sul.

Guedes apresentou as estratégias do Giefa durante o Seminário Interamericano de Saúde Pública e Veterinária, encerrado no dia 28 de abril no Centro de Eventos da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), em Uberaba (MG).

Os recursos o Giefa deverão vir de um fundo financiado pelos exportadores de carne (US$ 5 por tonelada de carne exportada). Os frigoríficos estão avaliando a nossa proposta e devem responder até o final da próxima semana, informou Guedes. Segundo ele, a Argentina, a Bolívia e o Paraguai também já estão avaliando a formação deste fundo.

O dinheiro, cerca de US$ 10 milhões/ano, será gasto em ações práticas nas áreas críticas visando: 1- Formar um bom cadastro das fazendas localizadas nos ninhos do vírus; 2- Apoiar a cobertura vacinal do rebanho; 3- Fiscalizar a vacinação; 4- Realizar levantamentos sorológicos.

Segundo Guedes, hoje o governo e a iniciativa privada gastam juntos quase US$ 500 milhões/ano no combate à doença. Com muito menos do que isso, podemos acabar de vez com esta doença medieval, que a cada novo foco causa sérios prejuízos aos países da América do Sul, disse o presidente do Giefa.

O coordenador do Giefa lembrou que os países da América do Sul têm hoje um rebanho de 320 milhões de cabeças a pasto, um regime saudável de criação. Temos um grande potencial como exportadores de carne produzida de forma natural, ao gosto dos consumidores de todo o mundo, disse Guedes.

Erradicar a febre aftosa, segundo ele, é uma tarefa de toda a cadeia produtiva da carne bovina, incluindo os pecuaristas e os frigoríficos. Quem tem boi e vaca não é o governo, disse.

Ao final do seminário, foi divulgada uma carta de intenções do Giefa, que recomenda parcerias estruturadas entre os governos e as organizações do setor produtivo para executar ações de mútuo benefício para a saúde humana e animal com respeito as zoonoses.

O próximo Seminário Interamericano de Saúde Pública e Veterinária já tem data marcada. Será nos dias 27 e 28 de abril de 2007, quando vamos avaliar os trabalhos desenvolvidos pelos Giefa, anunciou Orestes Prata Tibery Júnior, presidente da ABCZ.

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