Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 64,85 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,77 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,05 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,77 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,91 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,83 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 137,45 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.571,18 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.482,72 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 151,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,71 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Brasil acumula problemas na área de sanidade animal

A descoberta no início deste mês de um foco da doença de Newcastle em uma granja no Rio Grande do Sul é mais um capítulo na novela de problemas sanitários enfrentados pelo Brasil nos últimos anos.

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Redação (24/07/06) – Só no Governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o País passou por três grandes “apertos” na área animal e vegetal.

O primeiro foi em maio de 2004, quando os chineses suspenderam as importações de soja, alegando que havia mistura de sementes tratadas com fungicidas nos carregamentos, o que era ilegal. O comércio com a China, principal mercado para a oleaginosa, foi restabelecido. Em junho do mesmo ano foi a vez de a febre aftosa voltar a assombrar. Um foco numa região isolada do Pará levou vários países a barrarem a importação de carnes, restrições depois eliminadas.

Até hoje o Brasil sente os efeitos do terceiro problema na área sanitária. Em outubro do ano passado, aconteceu o que Governo e iniciativa privada mais temiam: a descoberta de um foco de aftosa em Mato Grosso do Sul. Na época, técnicos do Governo disseram que a doença “tinha atingido o coração da pecuária do País”.

E a situação ficaria ainda pior. Dois meses depois, o Ministério da Agricultura confirmou mais casos da doença, só que no Paraná. Nove meses depois das descobertas, 58 países ainda mantêm algum tipo de restrição à carne brasileira. “As vendas caíram muito. A Rússia está nos matando”, resumiu o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto. Em volume, as vendas totais caíram 25,47% no primeiro semestre de 2005.

Uma lista de falhas é citada toda vez que há um problema sanitário. O presidente do Fórum Nacional Permanente de Pecuária de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Antenor Nogueira, enumerou alguns desses motivos. O primeiro é a escassez de técnicos para os trabalhos de campo, ou seja, para fiscalizar a vacinação dos animais e também para um controle rigoroso nas fronteiras.

Uma das hipóteses consideradas quando foi descoberto o foco de aftosa em Mato Grosso do Sul foi a de que os animais doentes teriam sido trazidos do Paraguai, onde os bezerros custam menos.

Além do treinamento de pessoal, Nogueira também lembrou a importância da vacinação conjunta dos rebanhos e aves criados em países que fazem fronteira com o Brasil. A imunização conjunta contra aftosa é um dos itens de discussão do Conselho Agropecuário do Sul (CAS), que reúne os ministros da Agricultura da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.

 

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